Após mostrar contínua recuperação no segundo semestre de 2013, o varejo desacelerou em dezembro, mas apresentou números positivos de crescimento no ano. De acordo com o IAV-IDV (Índice Antecedente de Vendas), estudo realizado mensalmente com os associados do IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo), as vendas em dezembro registraram aumento de 4,2%, em comparação com o mesmo mês do ano anterior, fechando 2013 com crescimento anual de 4%. Quanto às expectativas para o começo de 2014, os associados indicam aumento no ritmo de crescimento, com alta de 6,4% em relação a janeiro de 2013, 9,7% em fevereiro e 6,9% em março.

Um dos fatores que contribuiu para a queda de ritmo de crescimento em dezembro é a postergação de compras para o primeiro mês de 2014, devido às grandes promoções e liquidações do varejo, que já se tornaram tradição e que também estão impactando positivamente as previsões para este mês. A preocupação com o aumento das taxas de inflação também é um elemento que impactou as vendas de dezembro. “Sempre que há uma mudança no ritmo da inflação, o consumidor tende a ter uma postura mais conservadora em suas compras”, analisa Flávio Rocha, presidente do IDV.

O varejo de não duráveis, que responde pelas vendas de super e hipermercados, food service e perfumaria, apresentou alta de 2% em dezembro na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Por sua vez, a expectativa de crescimento nos próximos três meses para o segmento é de alta de 3,9% em janeiro e 14,8% e 11% em fevereiro e março, respectivamente.

Já o setor de bens semiduráveis, que inclui vestuário, calçados, livrarias e artigos esportivos, foi o grupo com desempenho mais elevado no período, com os associados apontando alta de 5,8% das vendas realizadas em dezembro. Em relação aos próximos meses, a expectativa é de crescimento de 10,6% em janeiro, em relação ao mesmo período do ano anterior, 11,9% em fevereiro e 8,2%, em março.

Com a manutenção das alíquotas reduzidas do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para linha branca e de móveis, além da continuidade do programa governamental “Minha Casa Melhor”, os associados divulgaram que o segmento de bens duráveis atingiu alta de 5,7% no mês de dezembro passado, e expectativa de mesmo crescimento para janeiro. Para os meses seguintes, a perspectiva é de vendas de 6,4%, em fevereiro, e 4,7%, em março.

No cenário econômico nacional dois pontos importantes: a retomada de aumentos da taxa básica de juros (0,5 ponto percentual passando para 10,5%) e o a confirmação da tendência de queda do nível de inadimplência.

O indicador de inadimplência do Banco Central para a carteira de crédito total (que aponta o percentual da carteira de crédito do Sistema Financeiro Nacional, com pelo menos uma parcela com atraso superior a 90 dias e inclui operações contratadas no segmento de crédito livre e no segmento de crédito direcionado) fechou novembro de 2013 em 3,1%, o menor patamar da série que começa em março de 2011.

A queda no nível de inadimplência é confirmada pelo indicador anual do Serasa, que em 2013 encerrou 2% abaixo do ano anterior (considerando o fluxo mensal de anotações de inadimplência das pessoas que sensibilizam a base de dados da Serasa Experian). Já o indicador da Confederação Nacional de Dirigente Lojista (CNDL) e SPC Brasil, fechou com crescimento da inadimplência em 2,33% na média geral de 2013, mas, se considerado apenas o segundo semestre, a média mostra queda de 1,7%, sendo importante considerar que este indicador do CNDL tem como base de dados uma parte dos pequenos varejistas.

Fonte: Fonte Assessoria de Imprensa

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