As promotorias de Gravataí e Cachoeirinha procuram soluções para o problema da falta de leitos em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Pediátrica e Neonatal na região. Na semana passada, as promotoras de Justiça da Infância e da Juventude, Tatiana Alster, de Direitos Humanos, Débora Regina Menegat, e da Infância e da Juventude de Cachoeirinha, Caroline Vaz, estiveram reunidas com representantes das prefeituras e dos hospitais Dom João Becker e Padre Jeremias.

Conforme divulgado no Jornal Correio do Povo, em Gravataí, a falta de vagas nesta modalidade já é alvo de uma ação civil pública desde 2007. Conforme Tatiana, a ideia é procurar uma solução amigável, já que uma decisão judicial não iria resolver a situação. Segundo ela, já existe um projeto técnico aprovado pelo Estado para a construção de um hospital regional, que seria erguido em Gravataí e ajudaria a amenizar carências na área. A Secretaria Estadual da Saúde (SES) confirma a existência do projeto de uma casa de saúde para "desafogar" a Região Metropolitana. No entanto, o município que receberá a unidade ainda não foi definido, informa o órgão.


De acordo com dados do Ministério da Saúde, há 139 leitos em UTI Pediátrica na Região Metropolitana de Porto Alegre (nos três tipos de complexidade), sendo 123 na Capital e 16 nas demais cidades – seis no Hospital Regina, em Novo Hamburgo, e dez no Hospital Universitário, em Canoas. Apenas as vagas de Canoas são do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em relação ao número de vagas em UTI Neonatal, a região possui 286 leitos – também nos três tipos -, sendo 213 deles em Porto Alegre e os outros 73 distribuídos entre Alvorada (dez); outros dez em Cachoeirinha, no Hospital Padre Jeremias; cinco no Hospital São Camilo de Esteio; Novo Hamburgo, com oito vagas no Hospital Regina e dez na Fundação de Saúde Pública. São Leopoldo tem dez vagas no Hospital Centenário; há 18 no Universitário de Canoas e duas vagas no Hospital Unimed Vale do Caí, em Montenegro. Entre essas 73 vagas, 59 são do SUS.

Segundo a SES, há interesse em ampliar e qualificar essa rede. Para isso, o Estado afirma que trabalha em conjunto com as instituições hospitalares, que são as responsáveis pela criação de novos leitos. De acordo com Tatiana, uma nova reunião foi agendada para o próximo dia 08/08, desta vez com representante estadual, para discutir a questão.

Fonte: Correio do Povo

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