Foto: Divulgação/PMG

Com toda a apreensão que se tem em relação à pandemia, quando nos deparamos com histórias de superação, renovamos nossa fé e esperança. A história de um casal que venceu a Covid-19 foi relatada pela Prefeitura, esta semana, e nos convida a refletir:

A vida, muitas vezes, é feita de clichês. A pandemia fez com que parássemos para pensar o quão frágil somos e, principalmente, aqueles que amamos. Quando pensamos que nossos filhos, pais, irmãos e outras tantas pessoas queridas que temos na vida correm risco, nos damos conta que é preciso comemorar cada dia como se fosse único. Foi com esse misto de sentimentos, com uma grande dose de felicidade e alívio, que a orientadora social Silvia Andrade foi buscar a sua mãe, Cleni Pinto de Andrade, 66 anos, e o seu pai, Antônio Alves de Andrade, 72 anos, na porta do Pronto Atendimento Municipal (PAM) 24 horas. Sorridentes, com cartazes com a frase “Eu venci a Covid”, os dois foram pra casa e esperam a tão sonhada vacina.

Silvia lembra que os pais começaram a apresentar os sintomas no dia 22 de fevereiro. A filha, então, levou o casal até a Unidade Básica de Saúde (UBS) São Judas Tadeu, nas proximidades de suas residências. “O pai tinha dor de cabeça e cansaço e a mãe, dor nas pernas e febre. Ele não tem comorbidades, mas ela é cardiopata e estava com água no pulmão, antes da Covid, por complicações no coração. Então, quando pensei que poderiam estar infectados, procurei atendimento o mais rápido possível”, contou Silvia.

Ela ainda lembra que os dois foram medicados, fizeram os testes e receberam a orientação de que, caso houvesse a piora no quadro, que retornassem à unidade. “Eles foram muito bem atendidos na UBS São Judas Tadeu, tanto que, quando retornamos e o quadro realmente estava mais grave, logo foram transferidos para a UPA da 74 (Unidade de Pronto Atendimento Abílio Alves dos Santos) e, de lá, um dia depois, para o PAM”, disse a filha.

Silvia revela que, ao ver os pais em sofrimento e com falta de ar, por muitas vezes, duvidou que eles retornassem para casa. “A minha mãe já está em casa e o meu pai tendo alta médica hoje é um milagre. Tenho só gratidão a Deus e aos profissionais que cuidaram deles com toda dedicação e carinho. E para aqueles que têm alguém que amam ainda sob cuidados, digo que tenham fé e acreditem em todos os profissionais de saúde, que estão dando seu máximo para cuidar dos nossos entes queridos. Tudo vai dar certo”, afirma, confiante, a orientadora social.

*Informações da Prefeitura de Gravataí