Juliana e a família. Foto: Camila Guglielmi Corrêa

Amor, carinho, proteção, sabedoria, bondade, determinação… Se fôssemos listar aqui todas as qualidades que lembramos quando pensamos nas mães, precisaríamos de mais linhas com certeza, porque mãe nos remete a tudo isso e muitas outras coisas boas. O cuidado e a dedicação com os filhos fazem de muitas mulheres uma referência para a sociedade. O conceito de altruísmo se encaixa perfeitamente para elas, que não hesitam em colocar a família em primeiro lugar. É por isso que neste Dia das Mães, todas as homenagens são mais do que merecidas. A Evidência, como é de tradição, traz relatos de algumas gravataienses sobre a maternidade, suas alegrias e desafios.

Momentos únicos da maternidade

Para a empresária Juliana Dias (33), a maternidade representa o momento mais lindo na vida de uma mulher. Ela é mãe de dois meninos, Leonardo (12) e Gustavo (7), e aguarda, para este mês, o nascimento de sua princesinha Mailyana. Aumentar a família com a chegada de uma menina era um sonho para a gestante e o esposo, Maicon Lima (39). “Agora, meu jardim vai ficar mais colorido”, frisa a mamãe. Juliana conta que a primeira gestação foi complicada e a segunda mais tranquila. Atualmente, apesar de sentir algumas dores e perceber que a filhinha é um pouco mais agitada, em comparação aos manos, tudo tem transcorrido com normalidade. A mãe está ansiosa pela hora de ver a bebê, escutar seu primeiro chorinho e amamentá-la. “São momentos únicos”, afirma.

Notar que as crianças estão com alguma dor ou desconforto é o mais difícil para a empresária, que sempre encarou a maternidade com muita responsabilidade, buscando transmitir aos filhos lições para a vida toda. “Na minha opinião, temos que educá-los para crescerem e serem pessoas do bem. É fundamental ensinar que devem ter respeito com o próximo, agir com honestidade e dar valor às coisas.” Juliana é uma grande parceira dos filhos e espera ter a mesma cumplicidade com Mailyana. “Os meninos são os meus chicletinhos. Para tudo o que fazem, querem que eu esteja junto. O Gustavo é autista, o comportamento dele é adorável. É um menino carinhoso e amoroso. Tem suas dificuldades, mas as tiramos de letra, porque é muito esperto. O Leonardo é muito responsável. Nunca deu trabalho e ajuda bastante o mano”, revela. Ao observar a família, a gestante tem uma certeza: os filhos são uma bênção, os melhores presentes que a vida lhe deu.

Bianca, Rafael e a pequena Ísis. Foto: Marcelo Rodrigues

O amor e a família crescendo

Dia 18 de abril, 12h40min. Neste dia e horário, nasceu a primeira filha da especialista em microblading Bianca Anflor (23) e do empresário Rafael Bernardes (34). Com três quilos e meio e cinquenta centímetros, a bela Ísis chegou para trazer ainda mais felicidade à família. Um amor imensurável é sentido pela jovem, que vai festejar o Dia das Mães com sua pequena nos braços. O casal foi capa da edição de janeiro da Evidência. Na época, eles compartilharam com a revista detalhes sobre a emoção da cerimônia de casamento e as expectativas para a chegada da filha.

Cada vez mais unidos

Nathália e Mirella com a mãe, Andréa, e o pai, Delamar. Foto: Arquivo Pessoal

Com muita responsabilidade, é que a comerciante Andréa Pandolfo Tubbs desempenha o papel de mãe. Ela tem duas filhas, Nathália (18) e Mirella (9), com o também comerciante Delamar Santos da Silveira. “Preocupo-me demais com que tipo de pessoas deixarei para o mundo! Falo em relação a aprenderem a importância de dar valor ao outro, ter sabedoria, comprometimento com tudo o que fizerem, honestidade, dentre muitas outras coisas.” Às meninas um conselho repetido com frequência é o de que optem sempre pelo correto e justo, respeitando os valores mais importantes para qualquer ser humano. “Sempre digo: doa a quem doer, arque com a consequência que for, mas sempre fale a verdade!”, salienta Andréa.

A parte mais bela da maternidade não pode ser traduzida em palavras para a aldeã, que destaca ter dificuldade em explicar a força desse sentimento em relação às filhas. “Ser mãe é a melhor parte de mim, com certeza!” O relacionamento é de muito amor e cumplicidade. Nem sempre elas conseguem passar muito tempo juntas, devido aos compromissos diários, mas o almoço é sempre em família. E, quando há um tempinho para se reunirem, além da mãe, entra em cena uma amiga maravilhosa. “Tento ser uma mãe com pulso firme e ao mesmo tempo parceira, amiga, atualizada. Até rola dançar um funk com elas! (risos). Sinto como: missão cumprida com sucesso.”

Nesse período de pandemia, o casal e as filhas ficaram ainda mais unidos. A mudança na rotina, ocasionada pela quarentena, permitiu que passassem mais tempo juntos. Mesmo assim, todos têm suas tarefas. As garotas estudam através de plataforma virtual e os empreendedores também trabalham em casa. Eles têm procurado manter o otimismo para tornar o dia a dia mais leve. “Escolhemos somente um horário do dia para que possamos nos atualizar das notícias, senão bate o pavor. Enfim, temos dias bons e outros nem tanto! Mas tenho certeza de que, quando tudo acabar, seremos pessoas melhores”, afirma Andréa.

A descoberta do amor incondicional

Quele e o esposo (ao centro) com os filhos. Foto: Arquivo Pessoal

“A maternidade representa um presente divino. Sempre sonhei em ser mãe de um casal, desde as brincadeiras de criança, e Deus me presenteou com esses dois amores.” É o que relata a empresária Quele Petry (39). A mãe de Luíze (14) e Arthur (13) conta que eles lhe permitiram descobrir o amor incondicional e verdadeiro. Ao lado do esposo, Alexandre Oliveira (39), ela tenta mostrar aos jovens que, além de todo o sentimento entre pais e filhos, são amigos e estarão sempre dispostos a apoiá-los. A parceria é uma marca da família. “Amamos ficar juntos! Desde quando nasceram, temos nossos momentos, todos os dias, juntinhos. Achamos isso um grande privilégio. Assistimos a séries, jogamos, ficamos agarradinhos”, comenta a empresária. Na opinião de Quele, quando a pandemia terminar, todos terão aprendido alguma coisa com a situação. “Minha expectativa é de nos tornarmos seres mais sensíveis e solidários, para que um mundo novo se reconstrua com mais amor. Não podemos focar no negativo: precisamos de muita fé e muita força nesse momento.”

O melhor papel

Tatiana, o esposo e os filhos, Martina e Pedro. Foto: Lidia Cabral

Entre tantos papéis desempenhados na vida de Tatiana Ourique (42), ser mãe é o mais desafiador e gratificante. A professora, casada com o educador físico Junior Damiani (42), tem dois filhos, Martina (7) e Pedro (2). A maternidade é uma experiência que faz seus olhos brilharem. “Nada pode ser mais gratificante do que gerar, gestar e dar à luz uma vida nova. E a responsabilidade de ser protagonista desse processo é enorme. Ser a referência e ter responsabilidade total sobre a vida de um ser humano, logo nos primeiros anos de vida, que são fundamentais para o desenvolvimento integral, pode parecer assustador. Mas, quando essa responsabilidade se encontra com um olhar carinhoso, um sorriso gostoso, uns bracinhos estendidos pedindo teu colo que significa abrigo, as forças surgem do além e te dão coragem e sabedoria para cumprir essa tarefa.”

A educadora recorda que as duas gestações foram tranquilas. Na primeira, teve os paparicos comuns às mães de primeira viagem. Na segunda gravidez, teve atenção especial de Martina, que foi só alegria com a chegada do mano. O medo de errar existe para qualquer mãe. Contudo Tatiana relata que a intenção é sempre buscar o melhor para os filhos. “Mas saber o que é o melhor, muitas vezes, é difícil”, frisa. Ela considera fundamental aos pais ensinarem às crianças a importância do respeito e de ter caráter. Essas foram algumas das tantas lições que teve da mãe, Norma Maria Fonseca Ourique (in memoriam). “Minha mãe era daquelas que não media esforços para agradar seus filhos, que não sabia dizer não quando alguém lhe pedia algo, mas nunca foi de passar a mão por cima de nossos erros, bem pelo contrário. Com ela aprendi a devolver o troco quando eu recebia a mais, a ser caprichosa e cuidadosa com minhas coisas e a ajudar os outros. Se eu for para meus filhos, pelo menos um pouco do que ela foi pra mim, já estou feliz.”

*Matéria publicada na Revista Evidência de maio (edição 260).