Parecem bichinhos de pelúcia, né!? Estes são o Tufinho e a Julieta. Foto: Arquivo Pessoal

Mesmo com campanhas para conscientização, ainda são frequentes os casos de abandono e maus-tratos de animais. Felizmente, há pessoas que não se conformam com isso e fazem o que está ao alcance para ajudar cães e gatos resgatados das ruas. Seguindo a série de matérias sobre adoção de pets, a Evidência apresenta histórias de quem sentiu seu coração ser tocado pela situação de alguns bichinhos e decidiu adotá-los, proporcionando-lhes um lar, muito carinho e os cuidados necessários.

A favor das adoções conscientes

A professora aposentada Jane Freitas (66) e o esposo, Bira (68), são daquelas pessoas que não conseguem ficar indiferentes aos animais que encontram na rua. Eles sabem da importância da adoção consciente, por isso, quando não podem ficar com algum animal, tratam logo de procurar um adotante responsável e disposto a cuidar do bichinho com todo amor e carinho. De 2015 para cá, o casal já auxiliou vários cãezinhos e gatos. Tudo começou com uma mobilização para encontrar um lar para uma cadela e seus cinco filhotes, encontrados perto da casa de praia. Eles acolheram os animais e, meses depois, conseguiram adotantes. Contudo um cachorro que vinha brincar com a mãe dos filhotes permaneceu no local, ficando evidente que também precisava de uma casa e uma família para protegê-lo. “Ele ficava deitadinho na frente do nosso portão. Já estava chegando o inverno e não resistimos àqueles olhinhos tristonhos e abandonados”, comenta Jane.

Batizado de Pitoco, o cachorrinho conquistou a todos e aprendeu a conviver pacificamente com os felinos adotados pelo casal. Naquela época, eram 11 gatos. Ainda hoje, a turminha de pets é grande, sendo que todos são castrados e vacinados. Conforme a professora, muitos animais são abandonados no litoral, infelizmente, o que os leva a buscar lares e atendimentos veterinários com frequência. A família felina é formada, atualmente, por Tufinho, Julieta, Ximena, Amarelinha, Pretinha, Bonitão, Daleti e Aurélio.

Travesso, mas muito amado!

Segundo Gisele, Limão é cheio de energia! Foto: Arquivo Pessoal

Há pouco mais de cinco anos, a assistente social Gisele Costa Vidal (44) descobriu o que é ter em casa um cão alegre, brincalhão, que faz suas travessuras, mas cativa quem o conhece justamente por esse jeitinho cheio de energia. Após ver publicações sobre adoções de pets no Facebook, ela reparou que um cachorro, chamado Limão, continuava lá, à espera de uma chance. Passaram-se meses até que decidiu perguntar se o animal ainda estava para adoção. A resposta foi positiva e, então, um horário foi marcado para a profissional conhecê-lo no dia seguinte. “Quando chegamos ao local, ele estava retornando de um passeio, muito alegre e agitado. Pulava, corria, foi uma festa! Nesse momento, eu já sabia que ele era meu. No mesmo dia, já veio para casa. Chegou com toda sua alegria e agitação, com todas as suas travessuras e inteligência. E sabe aquela festa do dia que nos conhecemos? Continua fazendo, todos os dias quando chego em casa”, conta.

Se há uma coisa que Limão não gosta é de banho. Não importa se é de chuveiro, mangueira, balde ou no pet shop, não curte. “É um momento bem estressante para ele. Tenho que ter muita paciência e bom humor. O importante é que ele faz parte da família, sabe que tem um lar, que pode confiar nos seus humanos e que, independente do tamanho da travessura que ele fizer, sempre vai ser amado. Em troca, está sempre demonstrando seu amor e carinho por todos. É tão especial que soube conquistar a confiança e amizade de uma gatinha que achamos na rua e hoje também faz parte da família”, relata. Para a assistente social, “amor não se compra”, por isso todos os bichinhos que teve foram adotados. “Existem tantos animais nas ruas, passando fome e frio. Adotar um deles é um ato de amor. E quem mais se beneficia é o adotante.”

*Estas matérias integram a edição de abril da Revista Evidência, que entra em circulação nos próximos dias.