Foto: Arquivo Pessoal

Desde que foi declarada a pandemia do coronavírus, em março, pessoas de todo o mundo tiveram que se adaptar a novos hábitos e às medidas adotadas pelos governantes como forma de prevenção. Não demorou para que todos percebessem que os efeitos viriam a curto, médio e longo prazos. Saúde e economia passaram a centralizar as atenções, o que é compreensível, considerando-se os impactos diretos nas áreas. Este mês, a Evidência destaca, em uma de suas reportagens especiais, os pontos de vista de alguns empresários sobre o atual cenário econômico. Entre esta segunda e sexta-feira (8 a 12 de junho), apresentaremos os relatos no site.

Hora de buscar união e fortalecimento

O momento em que estamos vivendo requer superação. O distanciamento social é necessário para que a pandemia não gere ainda mais perdas, porém não é fácil se manter longe das pessoas queridas. Diante das fraquezas é na família que buscamos acolhimento. São os amigos também que tornam o dia a dia mais alegre. Mas, o cenário atual exige que, pelo bem comum, tenhamos outros hábitos. Esse é o pensamento de Fátima Matos Teixeira, que administra franquias da rede O Boticário e do Espaço Di Casa. Vice-presidente de Comércio da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Gravataí (Acigra), a empresária, que tem mais de 35 anos de atuação no segmento, ressalta que o país já passou por crises econômicas, políticas e de saúde, no entanto, nenhuma com tamanha gravidade.

Segundo Fátima, o ramo empresarial está tendo que lidar com vários sentimentos, como o medo em relação aos efeitos da pandemia, as incertezas sobre como a economia vai se recuperar, a preocupação proveniente das responsabilidades comuns a qualquer empresário. “Não é só fechar as portas. As empresas têm obrigações para cumprir”, comenta, citando os compromissos com funcionários, fornecedores e clientes, além das exigências legais. Ela conta que se adequar aos decretos em função do enfrentamento do coronavírus mudou a forma de trabalhar. Planejamentos agora são semanais; colaboradores que se enquadram nos grupos de risco foram liberados; alguns funcionários tiveram férias antecipadas para ficar em quarentena; e outros adotaram o home office para não prejudicar ainda mais o atendimento.

A empresária aponta que a marca O Boticário é reconhecida por atuar em prol do bem-estar das pessoas, por isso, um dos cuidados recentes foi a realização de treinamentos para os colaboradores. O intuito foi prepará-los para atender da melhor forma possível, visto que muita gente tem sofrido com ansiedade e estresse, e que novas regras sanitárias entraram em vigor para os estabelecimentos comerciais. Para a administradora, a recuperação da economia será um desafio. “Vamos depender de acordos, políticas e união. Todos terão que contribuir. É o momento de todos se ajudarem. Nesse contexto, a Acigra lançou uma campanha para valorização do comércio local”, salienta. Na primeira data comemorativa de maior movimento após a retomada das atividades econômicas, Dia das Mães, as lojas da franquia tiveram bom movimento. Apesar disso, Fátima alerta que é preciso cautela, pois não se sabe como o coronavírus vai impactar na economia daqui para frente. “Mas somos um povo criativo e solidário e, com certeza, vamos vencer essa batalha.”