Foto: Arquivo Pessoal

Desde que foi declarada a pandemia do coronavírus, em março, pessoas de todo o mundo tiveram que se adaptar a novos hábitos e às medidas adotadas pelos governantes como forma de prevenção. Não demorou para que todos percebessem que os efeitos viriam a curto, médio e longo prazos. Saúde e economia passaram a centralizar as atenções, o que é compreensível, considerando-se os impactos diretos nas áreas. Este mês, a Evidência destaca, em uma de suas reportagens especiais, os pontos de vista de alguns empresários sobre o atual cenário econômico. Até sexta-feira (12 de junho), apresentaremos os relatos no site.

Tempo de reorganização

A Clínica Multimed, por prestar serviços na área da saúde, se manteve aberta no período em que muitos segmentos tiveram que fechar, devido a decretos municipais e do estado. No entanto, algumas adaptações foram necessárias para o funcionamento durante a pandemia de Covid-19. “Reduzimos a carga horária de atendimento; organizamos a escala de funcionários; antecipamos férias e fizemos alguns ajustes para não precisar demitir ninguém nesse período”, afirma a administradora Kellen Kener Dornelles. Com a ajuda e compreensão dos colaboradores, a empresa adotou algumas medidas. Ela conta que há um protocolo para os atendimentos, no qual estão inclusas a orientação aos pacientes para que saiam de casa apenas quando for estritamente necessário; apresentação da possibilidade de consultar através da telemedicina (consulta por chamada de vídeo); agendamentos com horários mais espaçados e solicitação para que apenas um acompanhante compareça ao local, o que é recomendado para evitar aglomerações. Além disso, a clínica segue as orientações da Vigilância Municipal em Saúde e Prefeitura no que se refere a higienização e exigências para o atendimento.

Kellen, que é sócia do médico Márcio Dornelles, seu esposo, revela que entre março e abril, o movimento diminuiu na Multimed. Muitos pacientes não compareceram às consultas agendadas. “Notávamos que as pessoas estavam com receio de sair”, comenta. Em maio, a procura pelos serviços voltou a crescer. Embora a rotina caminhe para a normalidade, a empresária aponta que ainda há bastante apreensão e que o momento exige que todos cuidem da saúde mental. “Ansiedade e estresse andam presentes nesse período. Vimos isso em nossas agendas de Psiquiatria. A incerteza sobre o amanhã causa um desconforto, assim como as mudanças de hábitos, rotinas de trabalho em casa, fake news. A Era Covid, se assim posso dizer, está nos obrigando a reorganizar o modo de vida.”