Foto: Arquivo Pessoal

Desde que foi declarada a pandemia do coronavírus, em março, pessoas de todo o mundo tiveram que se adaptar a novos hábitos e às medidas adotadas pelos governantes como forma de prevenção. Não demorou para que todos percebessem que os efeitos viriam a curto, médio e longo prazos. Saúde e economia passaram a centralizar as atenções, o que é compreensível, considerando-se os impactos diretos nas áreas. Este mês, a Evidência destaca, em uma de suas reportagens especiais, os pontos de vista de alguns empresários sobre o atual cenário econômico. Até sexta-feira (12 de junho), apresentaremos os relatos no site.

Gestão otimista

Dúvidas e preocupações afetaram a diretoria da Viver Bem Seguros nas últimas semanas, porém a empresa está focada em seguir as recomendações para o funcionamento e garantir empregos. A empresária e corretora de seguros Gizele Mallmann Senna conta que, diferentemente de outros setores, a Viver Bem registrou uma grande procura por seu produto. “E esta é a função social do seguro, oportunizar ao segurado e seus familiares bem-estar em momentos de incertezas e dificuldades.” Na quarentena, parte da equipe trabalhou em casa para garantir o atendimento aos clientes. A empresa fez tudo o que era preciso para atender às exigências sanitárias, adotando várias medidas de higienização e prevenção mesmo antes do estabelecimento de algumas normas em decreto municipal.

Com a retomada das atividades econômicas em Gravataí, a empresa, administrada em sociedade com Fernando Dahm, voltou a se dedicar aos planos de expansão. “Iniciamos projetos com a possibilidade de duplicar nosso quadro de colaboradores, com novos parceiros e também em outros ramos, diversificando nossa carteira”, comenta a corretora de seguros. Na opinião de Gizele, apesar dos impactos da pandemia, existem oportunidades e o momento é de agir. “Muitas empresas já estavam com dificuldades antes da crise, e talvez demorem um pouco mais a alavancar e alinhar o fluxo de caixa, algumas por questão setorial e outras por causa da gestão. Para o meu setor, mesmo com a crise, as perspectivas são otimistas. Estamos investindo na retomada de forma calculada, visando que em 2021 estejamos com maior participação no mercado segurador.”

Os administradores torcem para que os empreendedores consigam equilibrar as finanças e focar em crescimento, assim como projeta a Viver Bem. “Meu desejo é de que as empresas criem planos para manter empregos, pois são eles que mantêm a economia funcionando. Funcionários são consumidores e, como tal, sem expectativa de renda, não há expectativa de giro do capital. Espero que esta pandemia passe logo, que não haja mais o fechamento do comércio, indústria e serviços por parte de nossos governantes, pois agora devemos retomar nossas vidas dentro de regras sanitárias mais rígidas.  Também espero que haja medidas reais de estímulo econômico, com financiamento subsidiado, como houve na crise de 2008”, relata Gizele.