Higienização das mãos é uma das principais formas de prevenir a doença. Foto: Pixabay

Em função de muitas notícias falsas relacionadas ao coronavírus, a Secretaria Estadual da Saúde tem intensificado a divulgação de informações sobre a doença. O Ministério da Saúde também tem procurado alertar a população sobre as “fake news”.

O que é a COVID-19?

É uma doença causada pelo novo tipo de coronavírus identificado neste ano, que leva o nome de Sars-CoV-2. Ele pertence à família de vírus de mesmo nome (CID10) que causa infecções respiratórias. O vírus tem esse nome porque seu formato, quando observado em microscópio, se assemelha a uma coroa.

Como é transmitido o coronavírus?

As investigações sobre as formas de transmissão do coronavírus ainda estão em andamento, mas a disseminação de pessoa para pessoa, ou seja, a contaminação por gotículas respiratórias ou contato, está ocorrendo.

Apesar disso, a transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas:

  • gotículas de saliva
  • espirro
  • tosse
  • catarro
  • contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão
  • contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Há cura para a COVID-19?

Não existe tratamento específico para infecções causadas por coronavírus humano. No caso do coronavírus é indicado repouso e consumo de bastante água, além de algumas medidas adotadas para aliviar os sintomas, conforme cada caso:

  • Uso de medicamento para dor e febre (antitérmicos e analgésicos)
  • Uso de umidificador no quarto ou tomar banho quente para auxiliar no alívio da dor de garanta e tosse

Assim que os primeiros sintomas surgirem, é fundamental procurar ajuda médica para confirmar diagnóstico e iniciar o tratamento.

Quais os sintomas?

Os sinais e sintomas do coronavírus são principalmente respiratórios, semelhantes a um resfriado. Podem, também, causar infecção do trato respiratório inferior, como as pneumonias. Os principais são sintomas conhecidos até o momento são febre, tosse e dificuldade para respirar. A doença pode ficar incubada (ou seja, sem apresentar sintomas) por até 14 dias após o contato com o vírus. O período médio é de cinco dias, com intervalo que pode chegar a 12 dias.

Quais são os grupos de risco?

Gestantes, idosos ou pessoas com doenças crônicas são mais suscetíveis a se contaminarem com o coronavírus. Pessoas que tenham doenças respiratórias, como asma, também precisam de mais atenção.

Como se prevenir

Lavar as mãos

  • A lavagem frequente das mãos é a principal recomendação para se prevenir
  • Higienizar as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos a cada vez
  • Esfregar os espaços entre os dedos, o dorso da mão e cavidades (dobras dos dedos e unhas), onde as bactérias podem se alojar
  • Usar sabonete (apenas água é insuficiente para a higienização). Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes
  • Ficar em casa quando estiver doente
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo
  • Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (máscara cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção)

Evitar tocar olhos, boca e nariz

  • Contato com olhos, nariz ou boca permite que o vírus entre no corpo, gerando infecção. Essas regiões do corpo têm mucosas.

Cuidados em ambientes com aglomeração de pessoas

  • Em locais com grande concentração de pessoas (transporte público, por exemplo), é preciso tomar cuidados especiais.
  • Preferencialmente, mantenha-se a pelo menos um metro de distância de pessoas que estiverem tossindo ou espirrando.
  • Se tiver de tossir ou espirrar, cubra o rosto com o braço dobrado. Isso evita que as secreções do corpo entrem em contato com superfícies ou com outras pessoas.
  • As mesmas recomendações valem para qualquer local fechado, como o ambiente de trabalho.

Álcool gel e máscaras

  • O uso de álcool gel é uma medida eficaz para higienização das mãos, segundo o Ministério da Saúde. No entanto, deve ser considerada uma segunda opção, somente para ocasiões em que não é possível lavar as mãos com água e sabão.
  • As máscaras devem ser usadas somente por aqueles que já estão infectados pelo vírus, por profissionais da saúde ou por pessoas que estão com sintomas do coronavírus.
  • Quem deseja se proteger contra a doença não precisa usar máscara.

Fonte: Secretaria Estadual da Saúde