Ás 12h15min do último sábado (29/10), aos 93 anos, faleceu a fundadora do Colégio Cenecista Nossa Senhora dos Anjos – GENSA, Wilma Velho Pacheco de Camargo.

Foram os bons ventos da cidade de Osório que trouxeram Dona Wilma a Gravataí. Nascida na Terra das Lagoas, construiu sua trajetória como o curso dos rios: intensa, vigorosa, incansável; espalhando vida por onde passou.

Casada com Artêmio Camargo (in memorian), teve 4 filhos, José Cláudio, Luiz Antônio, Clóvis Alberto e Helena Maria, e amados netos. Sempre carregou no coração o desejo de melhorar a educação do país.

Apaixonada pela profissão, encantou-se com a ideia da Campanha Nacional das Escolas da Comunidade (CNEC). Conseguiu reunir professores locais, buscou informações e construiu o GENSA, que, posteriormente, foi ampliado com a criação da Faculdade Cenecista Nossa Senhora dos Anjos – Facensa.

Em 1993, recebeu, em Brasília, a Medalha de Ouro Felipe Tiago Gomes, distinção máxima da CNEC. Em 2007, foi condecorada com o título de Presidente de Honra do Conselho Consultivo da Diretoria Estadual da CNEC do RS. O reconhecimento do seu trabalho em prol da educação veio em 2009, quando recebeu a medalha do Mérito Farroupilha, conferida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul.

Sua vida e trajetória, marcada por vitórias e conquistas, inspiram a cidade, que sentirá saudades da guerreira e amável Dona Wilma.

Lembranças…

“Devo confessar que tudo o que construí tem a participação e contribuição de minha família: meu marido (…); meus filhos, aceitando minha ausência de casa, privando-se de minha presença, deixaram pedaços de seus corações nas paredes do Nossa Senhora dos Anjos; esta escola é minha vida – e isso diz tudo!”

“Só me sinto feliz assim: fazendo algo pela comunidade em que vivo.”

“Enquanto o amor à comunidade não estiver acima de tudo no coração de cada brasileiro, e enquanto houver muitos ignorantes e pessoas sem escola, e enquanto houver injustiças sociais, nada vai mudar!”

“O espírito comunitário deve ser a base de toda a educação.”

Dona Wilma, em entrevista à Revista Evidência, em 1986.

Créditos Destaque: Fábio Martins