Durante reunião de emergência, na tarde de ontem (04/12), foi reiterada a necessidade do governo estadual decretar a imediata suspensão da captação de água do Rio Gravataí pelos arrozeiros, sob pena de comprometer o abastecimento da população. Participaram do encontro o prefeito Acimar Silva e representantes da Brigada Militar, da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), da Fundação Municipal de Meio Ambiente (FMMA) e da Secretaria Municipal de Segurança Pública.

Além do estoque para abastecimento, a alteração da qualidade da água também está preocupando as autoridades. O fato é conseqüência do alto teor de sólidos suspensos e lodo descartados, procedentes das lavouras de plantio de arroz pré-germinado, no município vizinho de Viamão. A água devolvida ao rio é comprometida também pelo uso de defensivos agrícolas.

De acordo com Fernando Flack, engenheiro da FMMA, a situação do rio é grave. Em vistoria realizada na última sexta-feira (30/11) foi constatado que a água de boa qualidade que vem do Banhado Grande, onde se encontra o Rio do Guará, não está chegando até o Rio Gravataí. “Isso está acontecendo porque as captações das lavouras foram escavadas abaixo do nível do leito do rio, e essa diferença faz com que todo o escoamento vá para os canais das bombas”, explica. 

Na tarde de segunda-feira (03/12), toda a região do manancial foi sobrevoada, a fim de localizar os pontos onde estão sendo feitas essas captações. As informações foram repassadas ao governo estadual, para que seja decretada situação de emergência, apontando anormalidades nas médias de turbidez, cor e alcalinidades.

Atualmente, o leito do rio, conforme medições da Corsan, está em 1,33 metro, podendo chegar a 1 metro e comprometer, assim, ainda mais o abastecimento da região.

Fonte: Secom

Créditos destaque: Bruna de Bem – Secom/PMG