No sábado (23/06), pelo menos 150 pessoas iniciaram um protesto em frente à Prefeitura de Cachoeirinha contra a remoção de 280 famílias que estão em uma área invadida no loteamento popular Chico Mendes.

Sob o olhar do 26 Batalhão da Polícia Militar, os manifestantes mostraram faixas e bateram em latas para fazer barulho e chamar a atenção para o problema. "Querem nos tirar de lá e nos mandar para lugar algum. Não arredaremos pé até que nos deem alternativas. Não invadimos por não termos mais nada o que fazer, mas porque não tínhamos onde morar. Um temporal devastou nossas outras casas e não recebemos qualquer tipo de ajuda", disse o representante do grupo, Francisco Niches, ao Jornal Correio do Povo.

Segundo o secretário de Habitação de Cachoeirinha, André Lima, em 30 de novembro de 2011, o grupo invadiu as casas que estavam sendo construídas e que seriam destinadas a outras famílias cadastradas desde 2005 e que vivem em zonas de risco. "A maioria destes manifestantes não necessita daquelas casas, a grande parte quer outra moradia para dar para os filhos. Por isso, tão logo soubemos da apropriação indevida, entramos com uma ação judicial, mas a resposta só saiu agora. Portanto, realizaremos a desapropriação, e eles terão que sair", disse Lima.

De acordo com a prefeitura, no local ainda não há esgoto cloacal, água ou luz. Portanto, o espaço não é adequado para a moradia, e é preciso que seja esvaziado para que as obras sejam concluídas. "No projeto original, reservamos 20% das 428 moradias para esses manifestantes. Não nos negamos a ajudar, mas temos que respeitar a lei e o projeto do Ministério das Cidades. Se eles saírem de forma pacífica, construiremos um novo loteamento em um ano. Do contrário, não poderemos ajudar", sentenciou o secretário.

Fonte: Correio do Povo

Créditos destaque: Vinícius Roratto / divulgação / cp