Em uma sessão tumultuada que durou mais de 30 horas, a prefeita de Gravataí, Rita Sanco, e seu vice, Cristiano Kingeski, ambos do PT, tiveram os mandatos cassados pela Câmara Municipal, neste sábado (15/10).

A sessão precisou ser interrompida por alguns instantes no final da madrugada. O plenário teve de ser evacuado após a suspeita de que um homem estaria armado. Em seguida, todos que ingressaram de volta na sessão precisaram passar por detector de metais.

A partir de um pedido da defesa da prefeitura e do vice, a leitura do processo se estendeu até as 6h20min. Vereadores aliados e de oposição se revezaram na tribuna até as 9h20min, quando iniciou a manifestação da defesa de Rita e de Kingeski.

Durante a manifestação do advogado da prefeitura, João Nascimento da Silva, a sessão teve de ser interrompida mais uma vez para que o deputado federal Ronaldo Zulke (PT) pudesse entrar no plenário com correligionários.

Em mais uma demonstração de uma sessão tensa, a vereadora Tânia Ferreira (PT) disse que teria sido ameaçada por um integrante da oposição. No final da manhã, policiais da Brigada Militar reforçaram a segurança no plenário.

A ação dos aliados de Rita para reverter os 10 votos garantidos pela oposição ganhou fôlego depois que o governo recebeu uma decisão liminar do Tribunal de Justiça. A prefeita e o vice pediram à Justiça que o presidente da Câmara, o vereador Nadir Rocha (PMDB), fosse impedido de votar por ser pessoa diretamente interessada na cassação, uma vez que assumirá o cargo de prefeito provisoriamente.

O pedido foi parcialmente acolhido, excluindo o direito de voto de Rocha, mas um detalhe no texto da decisão desagradou aos petistas: no despacho judicial constava que o presidente deveria ser substituído pelo suplente. Com isso, a oposição manteve os 10 votos.

Aliados da prefeita prometem recorrer ao Judiciário "imediatamente" para reverter a decisão da Câmara.

Fonte: Zero Hora

No destaque: A favor da cassação, manifestantes exibem faixa de "fim de jogo". Créditos: Fabiano do Amaral