Michel Temer, vice-presidente da República, anunciou, nesta quinta-feira (04/07), que o plebiscito sobre a reforma política, proposto pela presidente Dilma Roussef, não valerá para as eleições do ano que vem. A consulta popular deve ocorrer apenas no próximo ano e as novas regras, então, serão válidas a partir de 2016. 

A decisão foi tomada pela manhã, durante uma série de reuniões no Palácio Jaburu (residência oficial do vice-presidente), com líderes da base aliada do governo na Câmara e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Para que as regras fossem aplicadas em 2014, o plebiscito e o projeto modificando as normas eleitorais teriam de ser aprovados até o dia cinco de outubro. Sendo assim, os parlamentares consideraram improvável fazer a consulta e aplicar as mudanças.

Segundo Temer, o próximo passo é os líderes dos partidos aliados na Câmara e no Senado elaborarem, em conjunto, o texto do projeto de decreto legislativo destinado a convocar a consulta popular. Os parlamentares calculam que precisarão de, pelo menos, 15 dias para concluir o projeto de decreto legislativo – instrumento usado para convocação do plebiscito.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, negou que o adiamento represente um recuo por parte do governo, e ainda ressaltou que a base aliada apoia a consulta popular sobre os principais pontos que devem ser alterados no sistema político brasileiro. 

Fonte: Agência Brasil

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