O 1° sargento de serviços de inteligência do 17° Batalhão de Polícia Militar (BPM), Ariel da Silva (40), foi morto a tiros por agentes da Polícia Civil do Paraná, na madrugada desta quarta-feira (21/12), na Avenida Planaltina, no bairro Morada do Vale II, em Gravataí.
 
Silva estaria visitando o pai e voltava para casa em uma motocicleta. De acordo com a versão que os policiais civis deram na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento de Gravataí (DPPA), o sargento teria passado pelo Renault Logan dos agentes, com placas de Curitiba, e atirado contra o carro. Em resposta, de dentro do veículo parado, os policiais civis reagiram e dispararam contra o militar, que chegou a ser conduzido com vida ao Hospital Dom João Becker, mas não resistiu.
 
Os policiais do Paraná estariam no Rio Grande do Sul para uma operação especial que envolveria cárcere privado. Eles apresentaram os mandados de prisão. Segundo o diretor da Delegacia Regional Metropolitana, delegado Leonel Fagundes Carivali, os policiais vieram para o estado cumprir uma ação sigilosa. “Eles iriam fazer contato nesta manhã com o Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) para unir força na investigação”, disse Carivali. 
 
Segundo a corporação, Ariel da Silva estava há 21 anos na Brigada Militar. Ele deixa a esposa e uma filha adolescente. A Brigada Militar deve abrir uma sindicância paralela para investigar o caso.
 
Falhas no caso
 
Para o comandante do 17º BPM, tenente-coronel Dirceu Francisco Rodrigues Lopes, pelo menos duas falhas resultaram na morte do colega. Segundo ele, houve erro de jurisdição – porque os policiais paranaenses estavam em operação no Rio Grande do Sul sem fazer contato com a polícia gaúcha – e erro de técnica, que desencadeou uma abordagem desastrosa, independentemente de quem tenha agido primeiro.
 
“Momentos antes do crime acontecer, os PMs paranaenses chegaram a passar por viaturas da Brigada Militar e mesmo assim não comunicaram que estavam em operação”, afirmou o tenente-coronel.
 
O chefe da Polícia Civil, delegado Ranolfo Vieira Júnior, também confirmou não foi informado sobre as atividades do grupo.
 
Evidências encontradas no local onde o sargento foi morto contrariam a versão dos autores dos disparos. Segundo a Brigada Militar, marcas de tiros encontradas em paredes de estabelecimentos comerciais que, aparentemente, partiram do local onde estava o carro dos policiais paranaenses, indicam que houve mais disparos do que o informado. Eles alegam que reagiram a uma abordagem do brigadiano, que estava de folga e à paisana.
 
Fonte: Zero Hora
 
Créditos Destaque: Marcelo Oliveira