O Dia Nacional de Lutas, organizado por centrais sindicais e movimentos sociais, foi marcado por piquetes, manifestações e passeatas em cidades de todo o país. Em Porto Alegre, ocorreram protestos promovidos por sindicatos diversos e, no fim da tarde, todos convergiram para uma grande manifestação no Largo Glênio Peres, onde cerca de duas mil pessoas estiveram presentes.

Na Capital os ônibus municipais permaneceram na garagem durante toda a quinta-feira, já a frota de lotações circulou com 50% dos veículos e o Trensurb, devido a atos de vandalismo, parou de funcionar às 7h30.  A estação rodoviária também ficou deserta e o Sindilojas calcula que 70% do comércio tenha mantido as portas fechadas. A situação em Cachoeirinha e Gravataí foi semelhante e muitos moradores não conseguiram se deslocar ao seu local de serviço.

Entre as reivindicações dos trabalhadores que se mobilizaram por todo o Brasil estão o fim do fator previdenciário, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salários, a aceleração da reforma agrária e a aplicação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação e de 10% do Orçamento da União para a saúde. Em Brasília, cerca de 1,5 mil pessoas realizaram uma manifestação em frente ao Congresso Nacional.

Dilma Roussef fez balanço sobre a mobilização

Ao chegar ao Uruguai na noite de ontem, onde participa de reunião de cúpula de chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, a presidente Dilma Roussef afirmou que as manifestações precisam ser respeitadas, pois reivindicar direitos sociais e “querer mais” são fatores positivos para a democracia.

A presidente, no entanto, criticou os bloqueis ocorridos em mais de 80 trechos de rodovias do país. Segundo ela, manifestações como as que ocorreram no Dia de Lutas não podem bloquear estradas e, assim, interromper o direito de ir e vir da população.

O Ministro da Educação Aloizio Mercadante, que acompanha a presidente à Montevidéu, também criticou os bloqueios em rodovias. O ministro, no entanto, acredita que os protestos no Brasil estejam amadurecendo e defendeu a destinação de 75% dos recursos dos royalties do petróleo e dos rendimentos do Fundo Social à educação e de 25% à saúde. 

Fontes: Zero Hora e Agência Brasil

Créditos destaque: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr