Quantas vezes na vida alguém compra um colchão? Provavelmente não mais do que dez, se levarmos em conta que um colchão dura, no mínimo, cinco anos. Por isso, é na hora de escolher que aparecem as dúvidas sobre os tipos disponíveis no mercado, tamanhos, vantagens e desvantagens. Algumas informações podem fazer toda a diferença entre uma noite bem dormida e um amanhecer com dores no corpo e a sensação de sequer ter fechado os olhos.

Tipos de colchão
Existem dois tipos principais: os de mola e os de espuma. Os de mola, como o nome indica, têm a estrutura interna formada por molas de aço, que podem ser interligadas – no modelo bonnel – ou ensacadas individualmente – no modelo pocket. No primeiro caso, o movimento de uma mola é transmitido a todas as outras, ou seja, quando alguém se deita em um lado, a pessoa deitada no lado oposto também sente a cama balançar. Já no modelo pocket, o movimento fica restrito às peças acionadas, o que dá mais estabilidade.

Densidade
O principal fator de classificação dos colchões de espuma, é o valor que relaciona peso e área. A partir do peso de quem vai utilizar o colchão, escolhe-se a densidade – indicada na embalagem pela letra D. Na prática, quanto maior ela for, mais firme o colchão.

Ortopédicos
Quem não gosta das alternativas mais moles, pode optar, ainda, por colchões ortopédicos, que têm uma tábua de madeira por dentro e uma camada de espuma por fora, ficando mais firmes.

Nasa e látex
Existem, ainda, os colchões de espuma viscoelástica, conhecida como a espuma da Nasa, por ter sido desenvolvida pela agência espacial americana. O material promete se adaptar a diferentes biotipos, o que confere conforto a quem a usa. Quando a pressão é retirada – ou seja, após a pessoa se levantar – a espuma volta ao normal, sem manter o formato do corpo e, consequentemente, sem deformar. A capacidade de adaptação torna o modelo indicado, por exemplo, para o casal com grande diferença de peso. Alternativo à mola e à espuma, também existe o tipo látex, feito com o material extraído da seringueira.

Magnéticos
É possível, ainda, encontrar os chamados colchões magnéticos, que têm pequenos ímãs (magnetos) na parte interna e muitas vezes são anunciados como tendo funções terapêuticas. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o produto só pode ser registrado como tendo propriedades terapêuticas se o fabricante comprovar tais características por meio de pesquisas, relatórios e laudos técnicos, entre outros.

Preços
O preço dos colchões é influenciado pelo material e pelo acabamento, principalmente. De modo geral, quanto maior a densidade, maior preço, no casos dos feitos de espuma. Modelos de mola ensacada são mais caros que os de mola interligada, e quanto mais peças a estrutura tiver, maior o custo também.

Com ou sem o box?
Os especialistas lembram que se pode comprar só o colchão ou optar pelo conjunto que inclui o box – combinando os tecidos de acabamento, por exemplo. Colchões de mola não devem ser usados em camas com estrado, pois deformam, por isso precisam da base única encontrada no box.

Entre as opções de marcas, existe, por exemplo, o box baú, que tem compartimento interno para guardar edredons, roupa de cama, etc. O box com cama auxiliar reserva espaço para um segundo colchão.

Durabilidade
Quanto à durabilidade dos colchões, os representantes das marcas concorrentes enfatizam: depende do cuidado que a pessoa tem com a peça. Seguindo as recomendações das fabricantes, modelos de espuma simples têm vida útil de entre cinco e oito anos, enquanto os de mola duram entre dez e 15 anos – já que o aço das molas resiste mais à ação do tempo do que a espuma.

Fonte: Pense Imóveis/ ClicRBS

Créditos Destaque: Blog Rodrigo Ranieire