A ERS-118, que passa por Gravataí, é considerada uma das mais perigosas do Rio Grande do Sul e tornou-se famosa pela péssima qualidade da pista que, cheia de buracos, põe em risco a vida dos motoristas. A situação da via vive em obras constantes e tem chamado a atenção da imprensa. Esta manhã (27), o editor-chefe da Rádio Gaúcha, Daniel Scola, transmitiu o programa Gaúcha Atualidade, que contou com a presença do diretor do DAER, Carlos Eduardo de Campos Vieira, direto das margens da rodovia.

Motoristas que utilizam a via com frequência expuseram os problemas que enfrentam durante as viagens. Um deles questionou se a duplicação da ERS-118 resultaria na implantação de um posto de pedágio, fato negado pelo diretor do DAER. A qualidade do asfalto usado nas obras também foi questionado no programa. Segundo o diretor, a pista antiga continuará a gerar buracos, pois as placas de asfalto, ainda que sejam recobertas, continuarão a se movimentar com o passar dos veículos.

Um dos fatos levantados foi a utilização da nova pista da ERS-118 por alguns motoristas, sendo que ainda não foi liberada. A ação põe pode gerar atropelamentos, pois pedestres costumam passar pelo loca. Os constantes acidentes da rodovia também foram lembrados. Segundo Fernando Grillo Moreira, coronel do comando rodoviário da Brigada Militar e um dos convidados do programa, ultrapassagens indevidas e uso do asfaltamento são as principais causas de acidentes, além do atropelamento de animais.

A equipe do programa realizou o trecho de Gravataí em direção a Sapucaia do Sul, enquanto Jocimar Farina, jornalista que acompanha obras de rodovias do estado, fez o sentido contrário. O repórter chamou a atenção das moradias localizadas às margens do início da ERS-118, que precisam ser removidas para que a duplicação seja concluída. Cerca de 60% das famílias ainda não foram realojadas. Apesar do problema, o diretor-geral do DAER afirmou que o objetivo é concluir as obras das pistas principais e obras de arte até 2014. Os últimos motoristas a se manifestarem revelaram descrédito em relação ao período de conclusão da obra e reclamaram do fato de ela estar sendo feita aos pedaços.

Créditos destaque: Divulgação/Belfoto (Arquivo)