O jovem gaiteiro Pedro Nascimento é representante do CTG Carreteiros da Saudade. Foto: Guilherme Valadas
A dança também é uma das áreas de interesse do rapaz. Foto: Tchê Clic Produções

“Pai, eu quero fazer aula”, disse o menino. “Aula de que guri?”, indagou o homem. “De gaita ora! Eu quero ser gaiteiro”. Poderia ter sido apenas um pedido de criança, que deseja algo, mas não sabe o que exatamente.  Contudo, a história não foi bem assim. Em pouco tempo, a gaita de Pedro Nascimento (15) deixou de ser um “brinquedo” para se tornar o instrumento predileto de um jovem músico do CTG Carreteiros da Saudade. O adolescente explica que fazia parte do grupo de dança quando se interessou pela música, há sete anos. Em um baile, ficou encantado com a apresentação de um músico, “que puxava a gaita com tanto amor”. Brincando com uma gaitinha fez os primeiros “floreios”, que já lhe encheram de orgulho e entusiasmo. Começou a fazer aulas e, desde então, não abandonou mais o ofício. Já se apresentou em vários eventos. Com a pandemia, a rotina mudou.Sinto muita falta dos amigos, de quando dançava com a gurizada da invernada, mas a maior saudade é a de subir em um palco para fazer o que mais amo: tocar gaita!”

Foto: Arquivo Pessoal

Nomes como Tio Bilia, Renato Borghetti, Gilberto Monteiro e Raúl Barboza são referências para o estudante, que tem várias premiações, como dançarino e gaiteiro. Com a invernada mirim do Carreteiros ficou entre os cinco melhores grupos do Rio Grande do Sul, no Festirim. Neste festival, foi tetracampeão na modalidade gaita ponto. No grupo de dança juvenil também obteve ótimos resultados. Entre os títulos alcançados como gaiteiro, um é muito especial: o primeiro lugar da modalidade gaita ponto até oito baixos, no 19ª Rodeio Internacional do Mercosul, promovido em Gravataí.