Areanne foi agraciada com o Troféu Sônia Paim, em 2013. Foto: Arquivo Pessoal

Nesta sexta-feira, 20 de novembro, é celebrado o Dia da Consciência Negra. A data é alusiva à morte de Zumbi, que foi líder do Quilombo dos Palmares e um dos mais importantes personagens da resistência à escravidão no país. Na ocasião são intensificados debates e reflexões sobre temas como racismo, desigualdade, história e cultura africana. Muitas pessoas são engajadas nessa causa. Areanne Barros, de 35 anos, é um exemplo.

Foto: Arquivo Pessoal

A gravataiense, filha da empregada doméstica Vera Regina Lopes e do metalúrgico Jair Clair de Oliveira Barros, aprendeu cedo que praticar o bem é fazer a diferença, na vida dos outros e de si própria. Ela destaca que ser negra e pobre nunca a impediram de sonhar alto. Estudou, buscou qualificação e ganhou destaque profissional, exercendo um cargo de gerência de uma agência bancária até o ano passado. Areanne é daquelas pessoas que sempre luta por seus ideais. Mãe de Heloisa e Maria Helena, compreende que estender a mão quem precisa é uma missão. Foi isso que a motivou a criar, em 2013, o projeto Filhas de Deus. “Fiz da minha história a ferramenta de inspiração de que é possível, sim, superar o preconceito racial e social, sair da plateia e ir para o palco, sem medos, com autoestima e confiança”, frisa. Além de palestras, a aldeã desenvolve projetos sociais, auxiliando famílias em situação de vulnerabilidade. Por todo o trabalho em prol da comunidade, recebeu há sete anos o Troféu Sônia Paim, concedido pela Câmara de Vereadores.