Com antecedência de quase dois meses, chegou ao mundo, em 25 de junho, a pequena Antônia, a criança 100% compatível com a irmã Ana Luíza Cunha da Costa (4), portadora de Aplasia óssea – doença rara e autoimune que impede a produção de células do sangue.

Depois de não poder contar com a doação dos pais nem do até então, único irmão, Alex Júnior (20), todos incompatíveis, e de esperar, sem sucesso, algum doador que fosse compatível, dentre as incontáveis doações que ocorreram durante a campanha feita pelos pais, Gerciani (37) e Alex (44), Ana agora já sabe que a exata medula de que tanto precisa já existe.

Há sete meses, ávidos por uma solução, os pais  resolveram não ficar à mercê do tempo e, ao conhecerem uma nova técnica de fertilização in vitro – em que um embrião é geneticamente selecionado para doar medula óssea através do cordão umbilical – não titubearam. Foram atrás e conseguiram a seleção desse embrião totalmente compatível com a filha, em uma clínica especializada de Porto Alegre.

O nascimento estava previsto para agosto mas, devido ao problema de pré-eclâmpsia que a mãe teve no final da gravidez, os médicos decidiram interromper a gestação pois ela e a filha corriam sérios riscos.

Por essa razão, Antônia nasceu prematura, com 1,725 quilos e precisou ficar na UTI Neonatal. Agora está na incubadora para ganhar peso. Mesmo assim, o cordão umbilical foi coletado no parto e, daqui a um mês, aproximadamente, serão realizados exames para, então, aí sim, darem andamento ao tão aguardado transplante. Ana Luiza está torcendo para que a mana tenha alta logo. Enquanto isso, está se mantendo bem, resistindo bravamente à espera da cura através da irmã que já chegou trazendo esperança ao lar da família.

Créditos destaque: Revista Evidência