Tiranas do Laço. Foto: Arquivo Pessoal

O Rodeio Internacional do Mercosul vem aí. Uma realização do CTG Aldeia dos Anjos, o evento ocorre de 27 de novembro a primeiro de dezembro, no Parque Municipal de Eventos, localizado na RS 118 (Km 17). Na edição de novembro, a Evidência destaca as histórias de algumas mulheres que vão marcar presença no rodeio. 

Talentosas nas provas de laço

A atividade que começou como brincadeira hoje é levada muito a sério pela auxiliar administrativo Thais Schmidt dos Santos. Na infância, ela praticava laçando a vaca parada, porém tão logo demonstrou habilidade, quis laçar cavalo e boi. Atualmente, participa de provas e integra o grupo Tiranas do Laço, criado em 2010 por iniciativa de Cíntia Silveira e Virgínia Bandazs. A laçadora revela que sempre gostou da lida campeira e ao acompanhar familiares em trabalhos da área, fortaleceu o interesse pelo ofício.

Thais coleciona premiações em provas de laço. Foto: Jeniffer Robaino

Ao longo da trajetória, Thais tem participado de vários rodeios e conquistado boas colocações. “Já ganhei título no Rodeio do Túnel Verde, em Balneário Pinhal, venci diversas vezes em Gravataí e Glorinha. Ganhei um troféu no campeonato de Vacaria, lacei pela Seleção da 1° Região em 2013, no Rodeio do Mercosul, e, há dois anos, conquistei a Força D, no mesmo evento, com a Thais Rocha”, relembra. Este ano, um dos desafios marcantes foi o torneio Brasileiro de Laço, promovido em Campo Grande. “Foi uma das experiências mais incríveis que tive nesse mundo de rodeio”, frisa a competidora, que ficou entre as quatro finalistas na Força B do Laço Amazonas. No evento em Gravataí, a intenção também é participar de algumas provas.

Ao lado das Tiranas do Laço, o objetivo é retomar a atuação em campeonatos, em breve, e ver as mulheres conquistarem cada vez mais espaço nos rodeios. “Acho que o crescimento das mulheres nos rodeios é mais um ganho na caminhada para termos a real igualdade. Estamos mostrando nossas forças. Quando comecei a laçar eram poucas que competiam, hoje já temos um rodeio feito só para as mulheres, quase todos os eventos têm modalidade Laço Prenda, Mãe e Filho, premiações para dupla de prendas. Aos poucos estão todos compreendendo que queremos e temos direito ao nosso espaço.”

Um olhar especial para os rodeios

Além de laçar, Jeniffer é fotógrafa. Foto: Arquivo Pessoal

Frequentar rodeios não é nenhuma novidade para Jeniffer Robaino. Ela adora esses eventos, tendo participado de algumas provas como laçadora e também registrado as atividades através do trabalho como fotógrafa. “Me encantei por fotografar provas funcionais e rodeios. Hoje, tenho minhas grandes influências, entre elas o fotógrafo Fagner Almeida. O mesmo criou o projeto Em Busca do Cavalo Crioulo, do qual sou a fã número um!”, ressalta. Ela conta que uma foto deste profissional foi exposta no Museu do Louvre, em Paris, o que é uma inspiração para a carreira.

Segundo a jovem, fotografar esse tipo de evento faz com que se sinta em paz. “Dou tudo de mim pelo melhor ângulo, pela melhor foto. É o que realmente gosto de fazer e, principalmente, no final, quando vejo as fotos editadas, me sinto lisonjeada pelo dom”, afirma. Os registros que traduzem a espontaneidade do público são os prediletos de Jeniffer, que nesta edição do Mercosul, vai eternizar alguns momentos com sua câmera. “Será uma honra por que ali foi praticamente onde tudo começou. Eu aprendi a laçar naquela cancha, a primeira prova que registrei foi o Mercosul em 2015, e ali é onde encontro todos os amigos e conhecidos que pedem minhas fotos, o que traz mais satisfação.”