Foto: Daniela Dimer

O que o motiva a trabalhar todos os dias com dedicação e amor? Para a enfermeira Diuliane de Oliveira (33), formada há um ano e meio, essa motivação está em cada paciente, que é sempre muito especial. “A maioria traz suas histórias de vida, muitas delas divididas conosco. Algumas nos servem de aprendizado e lição”, destaca. Em casa, ela guarda uma placa que recebeu dos familiares de uma paciente, em agradecimento pelo atendimento prestado. “Gratidão é a memória do coração. É quando a gente abraça Deus para dizer: muito obrigada”, ressalta a carinhosa mensagem, que também é um incentivo para o dia a dia, muitas vezes, exaustivo e repleto de desafios. Contudo, o cansaço, que pode surgir na rotina dos plantões, nunca é maior do que a felicidade de atuar na área que ama. “Você nunca irá esmorecer se estiver feliz com suas escolhas.”

O amor de Diuliane pela Enfermagem nasceu ainda na infância, em ocasiões que precisou de atendimento. “O encanto pela profissão surgiu quase que naturalmente, pois vinha das enfermeiras o conforto no momento de aflição e medo. Desde então, resolvi dedicar minha vida a esta carreira, que admiro tanto.” Ela aponta que o trabalho de uma enfermeira requer paciência, persistência e empatia. É por isso que a história de cada paciente e a melhora de seu quadro de saúde a emocionam tanto. “Ver a alegria dos familiares ao receber seu ente querido recuperado nos traz esperança de dias melhores. Infelizmente, nem todos desfechos são favoráveis, mas seguimos trabalhando em prol da recuperação.”

Segundo a enfermeira, a pandemia de Covid-19 exige cuidados redobrados no trabalho, marcado por um fluxo de atendimento muito maior do que o habitual. “Tem sido um momento desafiador para os profissionais da saúde, mas de grande aprendizado também. Creio que sairemos deste momento fortalecidos.” As medidas de proteção se estendem, claro, para o ambiente familiar. Diuliane segue todos os protocolos sanitários para evitar o contágio. A rotina ao lado do esposo, James Oliveira (33) e do filho, Bernardo (13), não é a mesma, porém compreende que as mudanças de hábitos se fazem necessárias. “Gosto de cozinhar, de ver séries e filmes. Meu programa favorito sempre foi viajar. Amo estar com a família reunida e sinto muita falta disso”, admite.

A profissional acredita que a propagação do vírus daqui para frente vai depender da conscientização da população quanto ao cumprimento das medidas de prevenção. De qualquer forma, aponta que o momento requer que sejamos positivos em relação ao futuro. “Sempre fui muito reflexiva, tento me conectar com minha fé. O otimismo tem que fazer parte, sairemos deste momento mais resistentes e resilientes.”

*Este é um dos textos que compõem a matéria de capa da Evidência de agosto.