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A pergunta mais frequente que recebo é: “Estou fazendo 50 anos e começo a me sentir perdida com relação ao que é correto vestir na minha idade. Minha alma é jovem, mas meu corpo nem tanto, o que devo usar nesta idade para não parecer uma mulher sem noção?”.

Se fizessem essa pergunta há 10 anos, com certeza teria uma listinha pronta de “certo e errado” para mostrar. Mas, felizmente, tudo mudou! No mundo em que vivemos hoje, há valorização da atividade física, da alimentação saudável, de procedimentos estéticos que retardam ou amenizam os efeitos do envelhecimento, proporcionando a sensação de sermos mais jovens e, realmente, parecermos mais jovens.

O que mais pesa para o desuso desta listinha antiga, é que vivemos em uma era de libertação feminina. O que importa é nos sentirmos bem com nosso corpo, lutamos para sermos respeitadas por nossas escolhas, sem precisar seguir nenhum padrão de beleza para sermos aceitas ao que a sociedade impõe.

Sendo assim, uma listinha de certo e errado não faz o menor sentido. Eu amo um short jeans destroyed (destruído) e, na minha idade, 46 anos, essas regrinhas me diriam que não devo mais usar, que o apropriado seria saia ou bermuda na altura do joelho. Barriga de fora então, nem pensar. Logo eu que amo cropped (blusa curta que aparece parte da barriga).

E o conselho para as mulheres que continuam sem saber o que usar é: aprenda a se enxergar com carinho; conheça mais sobre seus desejos, suas vontades, sua personalidade; ouça mais sua opinião do que a dos outros; seja generosa com você, e o mais importante, seja autêntica como sempre foi.

*Esta é a coluna da estrategista em Branding Pessoal e Negócios de Moda Andréia Gasparoni publicada na Evidência de fevereiro.