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O Ministério da Saúde divulgou critérios para que estados e municípios que não ultrapassaram o percentual de 50% de ocupação dos serviços de saúde possam avaliar as ações de isolamento em alguns grupos. As orientações passam a valer a partir da próxima segunda-feira (13/4) e deve levar em consideração a estrutura do sistema de saúde, que requer a disponibilidade de respiradores, equipamentos de proteção individual, capacidade de realizar testes laboratoriais, profissionais preparados e ter leitos de UTI estruturados para as fases mais agudas da epidemia. “A capacidade ampliada garante segurança necessária para que a vida volte à normalidade, preservando os grupos de risco. Claro que em algumas localidades o gestor pode estabelecer o bloqueio total. Mas tudo isso precisa ser modulado, porque precisamos avaliar a realidade de cada município. Então, não podemos fazer essa diminuição de distanciamento ao mesmo tempo em todos os locais, porque as realidades são diferentes”, esclarece o secretário nacional de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira.

O Ministério da Saúde avalia que as estratégias de distanciamento social, adotadas pelos estados e municípios, contribuem para evitar o colapso dos sistemas locais de saúde, como vem sendo observado em países como Estados Unidos, Itália, Espanha, China e recentemente no Equador. Assim, as medidas de distanciamento social ampliado devem ser mantidas até que o suprimento de equipamentos e equipes de saúde estejam disponíveis em quantitativo suficientes. Em locais onde há baixa circulação do coronavírus e, consequentemente, baixa necessidade de uso das estruturas dos serviços de saúde, se garantidas as condicionantes, a retomada da atividade laboral e econômica é possível.

Fonte: Ministério da Saúde