Foto: Arquivo Pessoal
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Se a vigilante Joseane dos Santos Veiga (39) fala em “passear”, a vira-lata Maya fica logo empolgada. E ver a alegria dela é confortante para a sua tutora, que a adotou após ver algumas publicações numa rede social sobre o resgate do animal, que já tinha sofrido muito nas ruas. A cadelinha estava no cio quando foi resgatada por voluntários e recebeu todos os cuidados necessários, incluindo a vacinação e a castração. “Numa postagem do Facebook da Cynthia Barcelos – proprietária da Ponto dos Bichos e parceira da página Melhor Amigo da Revista Evidência –, minha irmã me marcou. A Maya estava para adoção. Quando a vimos nos apaixonamos”, comenta a gravataiense, acrescentando que a filha Bruna dos Santos Sevalt (13) também é grudada com a cachorrinha de olhos muito expressivos.

No primeiro contato com a família, o animal ainda estava assustado, reflexo de tudo o que passou até ter a chance de ganhar um lar repleto de amor e carinho. Na época em que foi resgatada, Maya tinha uma doença de pele. Além disso, por causa do quadro de desnutrição em que se encontrava quando foi abandonada, acabou sofrendo uma deformação numa das patinhas. Nada disso, tirou o encanto de Joseane pela simpática vira-lata caramelo. Pelo contrário, cuidar dela tornou-se um propósito. “Não tivemos outros cães antes da Maya. Os únicos animais de estimação que cuidávamos eram hamsters. Sou o tipo de pessoa que não pode ver um cachorrinho na rua que tenho que passar a mão. Também costumo alimentar cães em situação de rua. Se pudesse, traria todos para a minha casa”, afirma.

Foto: Arquivo Pessoal

A adaptação da nova integrante da família ocorreu de forma gradativa. Inicialmente, a ideia era que ficasse na garagem da residência, porém com o tempo, ela percebeu o quanto a queriam bem e foi ocupando novos espaços no lar. Agora, dorme na cama dos tutores. “No primeiro mês, achávamos que não conseguiria latir, pois apenas chorava. Depois, percebeu que poderia confiar em nós e se soltou. Hoje é brincalhona e feliz!”, conta a vigilante, que está desempregada. A rotina em casa ficou ainda mais especial graças aos hábitos da doce Maya, que adora tomar sol pela manhã, receber carinho e muitos abraços!

Segundo Joseane, ter um bichinho em casa é sinônimo de muita alegria, mas exige que a família faça algumas considerações antes de decidir. “Meu conselho para alguém que quer adotar um pet é ter paciência e pensar bem antes. Ter um pet exige uma responsabilidade enorme. No início é difícil, eles vão destruir algumas coisas, vão fazer suas necessidades em lugares errados e coisas do tipo, mas tudo isso pode ser ensinado e corrigido. É importante a pessoa saber que um cão não é um objeto e, sim, uma vida, que precisa de amor, cuidados e atenção.”

*Reportagem publicada na Evidência de novembro.