Além de causar cancelamentos de voos e prejuízos no espaço aéreo, as cinzas do vulcão chileno Puyehue trouxeram má qualidade do ar sem precedentes nos registros da Região Metropolitana, conforme dados da Fepam (Fundação Estadual de Proteção Ambiental). A MetSul Meteorologia apurou junto ao órgão que a média de 24 horas de concentração de material particulado inalável (PM10) no Parque Universitário, em Canoas, chegou a 285 microgramas por metro cúbico na terça, uma qualidade de ar pior que a da poluída capital chinesa, Pequim.

A média foi calculada com base nos dados coletados entre 17h de segunda-feira (17/10) e 17h de terça (18/10). Desde que a Fepam começou a medir a qualidade do ar na região há dez anos, jamais a qualidade do ar foi tão ruim, nem mesmo nos períodos de tempo seco de inverno ou durante as fortes estiagens de 2004 e 2005.

Com a dispersão das cinzas durante a quarta-feira (19/10), o que era antecipado pela MetSul, a qualidade do ar melhorou muito. No Parque Universitário em Canoas, o chamado IqAr (Índice de Qualidade do Ar) que era de 221 (qualidade má), na terça caiu para 75 (regular). Em Esteio, na Vila Ezequiel, o IQAr que chegou a 193 (qualidade inadequada), caiu na quarta para 63 (regular).

De acordo com o meteorologista Luiz Fernando Nachtigall, a quantidade de cinzas agora sobre o Estado é ínfima e as partículas devem ser afastadas nos próximos dias, independente de chuva, por correntes de vento que trarão ar quente.

Fonte: Correio do Povo

Créditos Destaque: MetSul