A 17ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP-17) adotou decisão histórica, no último domingo (11/12), na África do Sul. Foi firmado acordo para dar um novo rumo na luta global contra as alterações climáticas nas próximas décadas.

A conferência, com 194 nações, concordou em iniciar negociações para que todos os países adotem o mesmo regime jurídico e cumpram seus compromissos de controlar os gases que produzem o efeito estufa. O acordo global seria adotado em 2015 para entrar em vigor no mais tardar até 2020.

Atualmente, apenas países desenvolvidos têm metas de redução de emissões vinculadas ao Protocolo de Kyoto, assinado em 1997. Estes compromissos expiram no ano que vem, mas serão estendidos por mais cinco anos, conforme o novo acordo.

O texto aprovado prevê participação de todos os países no processo para reduzir o volume de carbono na atmosfera. Vale inclusive para os menos desenvolvidos, o que era condição imposta pela União Europeia para se somar à prorrogação do Protocolo de Kyoto. Países como Rússia e Japão, no entanto, relutam em fazer parte da próxima fase do protocolo.

O pacote aprovado inclui ainda a criação do Fundo Verde para o Clima, estipulado em Cancún, no México. A meta seria ajudar países em desenvolvimento a enfrentar os estragos da mudança climática.

O acordo foi adotado após duas semanas de negociações. A COP-17 deveria ter acabado na sexta-feira (09/12), mas foi prorrogada. Impasses entre União Europeia, Índia, China e Estados Unidos quase fizeram a negociação fracassar.

Fora de Kyoto

O Canadá se retirou do Protocolo de Kyoto sobre a redução das emissões de gases do efeito estufa, declarou nesta segunda-feira (12/12) o ministro canadense do Meio Ambiente, Peter Kent.

“Kyoto não funciona e o Canadá corre o risco de pagar multas de vários bilhões de dólares se permanecer neste acordo”, argumentou.

O país havia concordado em reduzir até 2012 suas emissões de carbono a 6% menos que os níveis registrados em 1990, mas, em vez disso, suas emissões aumentaram consideravelmente. Sua saída fará com que evite pagar multas de até 13,6 bilhões de dólares por não ter cumprido as metas.

Fonte: Zero Hora

Créditos Destaque: exame.abril.com.br