“Quando a incoerência entra em campo”, escrito pelos irmãos Paulo, Claudio e Julio Wurlitzer, será lançado no dia 5 de outubro na 27ª Feira do Livro de Gravataí. Crônicas e comentários, pontuados com críticas, retratam os pensamentos do trio a respeito do futebol, o esporte mais amado dos brasileiros.

A iniciativa da publicação partiu do irmão mais experiente na produção literária: Claudio. Jornalista, autor de livros de crônicas do cotidiano e de Educação Ambiental, Claudio acreditava que a soma de ideias e experiências sobre o mundo da bola renderia um livro. Para isso, precisava construir as condições que acabariam por rechear as páginas com um conteúdo atrativo, sabendo que no meio dos leitores estariam torcedores opinativos e “especialistas” quando o tema é futebol.

De imediato, Julio, o irmão mais novo – e sócio colorado de longa data – achou a proposta interessante e contribuiu com diversas sugestões que poderiam ser externadas no papel. Paulo, o mais velho, aproveitou a memória para propor comentários que recordassem episódios dos “bons tempos”. Com uma boa dose de saudosismo, fez comparações em forma de depoimentos carregados de detalhes. Já a mãe, Iolanda, deu total apoio à iniciativa, além de contribuir de modo decisivo para a publicação chegar à 27ª Feira do Livro de Gravataí.

A sincronia de pensamentos para a produção dos textos tem origem no passado, nos tempos da brincadeira preferida dos irmãos: o jogo de botão. No futebol de mesa, nos esquemas imaginários, nas escalações, na superação de obstáculos para reunir os amigos, Paulo, Claudio e Julinho sempre levaram a sério aquele lazer da juventude. Estimulados pelo pai Ernesto (falecido em 1984), os filhos acompanhavam, desde pequenos, as notícias do futebol, as transmissões esportivas pelo rádio, e repassavam isso para as jornadas com seus botões que ganhavam vida e viravam craques, proporcionando muitas emoções.

Valores como dedicação, respeito ao adversário, obediência às regras, organização e disciplina, adquiridos na adolescência, refletem-se na essência dos textos críticos a comportamentos não muito aceitos pelos autores na análise que fazem sobre situações presentes, em especial, quando a incoerência entra em campo.

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