Por volta das 20h30 da noite deste sábado (6/7) teve início o quarto incêndio da história do Mercado Público de Porto Alegre, um dos mais queridos e frequentados cartões postais da cidade. A perícia ainda não determinou a causa do incidente, que pode ter sido provocado por problemas elétricos ou escapamento de gás.

Segundo testemunhas, o fogo teria começado no segundo andar do prédio, entre três restaurantes e o Memorial do Mercado Público, que ficou destruído. Oito estabelecimentos comerciais foram consumidos pelo fogo e expositores de discos de vinil, que participavam da feira mensal sobre o tema, calculam prejuízos de R$ 240 mil.

No momento em que as chamas pareciam engolir a construção, a impressão era de que pouco restaria do Mercado, devido à altura das labaredas. Uma visita de peritos do Instituto Geral de Perícias (IGP) ao local, no entanto, constatou que apenas 10% do prédio ficou comprometido, estimativa mais animadora do que os 30% declarados pelo Corpo de Bombeiros ainda no dia do incêndio.

As dificuldades enfrentadas pelos bombeiros para controlar o fogo deixou evidente as frágeis condições em que a entidade tem trabalhado na Capital. Apesar da eficiência da chegada do caminhão, em apenas quatro minutos, a falta de pessoal e equipamentos complicou a atuação dos profissionais. Corpos de Bombeiros de outras cidades, como Canoas, Novo Hamburgo e São Leopoldo, precisaram ser chamados às pressas para auxiliar no salvamento do prédio.

Outro problema que veio à tona foi a descoberta de que o Mercado Público jamais teve um Plano de Prevenção Contra Incêndios (PPCI), enquanto a Prefeitura da Capital acreditava que a documentação estava vencida desde 2007 – o que já seria grave.

Como o andar térreo do edifício permaneceu praticamente intocada pelo fogo, espera-se que o Mercado seja reaberto parcialmente nos próximos dias. Segundo a Prefeitura, o local será reentregue integralmente aos visitantes antes da Copa do Mundo. 

Fonte: Zero Hora

Créditos destaque: Rhian Carlos Berghetti Dantas/ Divulgação