Enquanto as emergências hospitalares públicas da Capital vivem em constante colapso devido à superlotação, as principais unidades de atendimento da Região Metropolitana enfrentam outra realidade. Ao contrário de dezenas de pacientes amontoados em macas e cadeiras, algumas emergências dispõem de 35% dos leitos vagos.

A discrepância das realidades abre um importante debate. Ao justificarem a superlotação, os gestores dizem que muitos pacientes atendidos são da Região Metropolitana. Assim, nos hospitais dos municípios de origem a busca é inferior.

Na manhã de ontem (14/09), em Gravataí, no Hospital Dom João Becker, a emergência funcionava dentro da capacidade: 18 leitos. A unidade tem característica própria, que é a de atender à demanda de pacientes vindos de Glorinha e de Santo Antônio da Patrulha. No Padre Jeremias, em Cachoeirinha, as acomodações são suficientes para a demanda: 12 leitos, seis para adultos e seis para crianças.

Por outro lado, a procura por hospitais em Porto Alegre e a sobra de leitos pode ser justificada pela falta de médicos nos locais. O Tribunal de Contas do Estado divulgou o ranking dos gastos em saúde nos municípios gaúchos. Dos 496 municípios, Cachoeirinha está em 456° lugar, tendo aplicado 16,11% do seu orçamento na área. A longa espera pelo atendimento pode levar as pessoas a buscar hospitais da capital.

Fonte: Correio do Povo

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