Os 14 haitianos que trabalharão na indústria de massas Romena, em Gravataí, já estão na cidade. Os estrangeiros desembarcaram em Porto Alegre na última sexta-feira (20/01), trazendo pouca bagagem e um sorriso de renovada esperança.

Segundo informações publicadas no portal Terra, o porta-voz do grupo, Jackcsin Etienne, professor de idiomas, falou sobre o que foi vivido pelos estrangeiros: "O terremoto foi uma tragédia, muita gente perdeu tudo, sua família. É gente que não tem nada, que está buscando viver sua vida outra vez. O Brasil recebe os haitianos, e nós estamos muito contentes de entrar aqui para buscar uma vida melhor".

A empresa que contratou o grupo alugou uma casa onde eles devem se acomodar provisoriamente. Hoje (23/01), os haitianos passam por exame médico e nesta semana devem fazer o treinamento para começar a trabalhar.

A matéria publicada pelo Terra ainda conta a história de Jackcsin, que fala inglês, espanhol, francês e, agora, português, mas, mesmo com um diploma, não conseguia oportunidade em seu país, um território arrasado pelo terremoto que deixou mais de 300 mil mortos, há dois anos. Ele diz que chegou ao Brasil no dia 25/12/11 e vivia em um abrigo, onde conheceu os colegas que vieram com ele para o Sul.

"Depois do terremoto, perdi meu pai. A situação está muito difícil, muita gente dorme na rua. Não tem nenhuma oportunidade para os jovens, por isso todo mundo está buscando uma chance. Fiz busca na internet e vi que o Brasil é um país que está crescendo economicamente. Estou à procura de uma oportunidade, quero ter um trabalho e seguir estudando, cursei línguas na Universidade do Estado do Haiti, e agora, desejo cursar Turismo", adiantou Etienne sobre seus planos.

Ele conta que, além do Brasil, os haitianos têm viajado também para o Chile, Argentina e Equador. "Eu gosto muito de viajar. Para mim é uma nova descoberta", disse, ao responder se tinha medo de vir para um lugar tão distante de seu país.

Fonte: Terra

Créditos Destaque: Nabor Goulart/Agência Freelancer/Especial para Terra