A Fundação Municipal de Arte e Cultura (Fundarc), em parceria com a Dana, Ministério da Cultura, Secretaria de Estado da Cultura, Conselho Estadual de Cultura, Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Gravataí – ACIGRA, Sindilojas Gravataí, Conselho Regional de Contabilidade do RS e Associação dos Contabilistas de Gravataí e Glorinha, realizou, nesta quinta-feira (4), o primeiro Seminário de Economia da Cultura. Tendo como alvo empresários, contadores e profissionais da área de marketing, o evento, promovido pela Prefeitura de Gravataí, ocorreu no auditório da Dana.

Durante a abertura, o secretário Geral de Governo, Luiz Zaffalon, representando o prefeito Marco Alba, frisou a importância da cultura para a sociedade. "Não existe cidade, país ou continente do mundo que se desenvolveu socialmente e se civilizou sem cultura, sem preservar sua arte e sem levar esse conhecimento aos seus cidadãos", declarou. "São essas manifestações que fazem a sociedade ser muito melhor", completou o secretário, dizendo ainda que, para o fomento dessa área, os recursos da iniciativa privada são tão importantes quanto os incentivos públicos.

Formaram a mesa, além das autoridades já citadas, a chefe da Representação Regional Sul do Ministério da Cultura (MinC), Margarete Moraes, a diretora de Economia da Cultura da Secretaria Estadual de Cultura (SEDAC), Denise Viana, o diretor de Comunicação e Marketing da Dana, Luís Pedro Ferreira, o presidente do Conselho Estadual de Cultura, Neidmar Alves, e o presidente do Conselho Municipal de Política Cultural, Waldemar Max.

Desenvolvimento Econômico, Marketing Cultural, Cultura e Cidadania

O primeiro painel do seminário, "A cultura como fator de desenvolvimento econômico", teve como painelistas Margarete Moraes (MinC) e Denise Viana (SEDAC), e contou com a mediação de Neidmar Alves (Conselho Estadual de Cultura do RS). As convidadas trataram das iniciativas estaduais de apoio à cultura. De acordo com as painelistas, um dos setores prioritários da nova indústria é o da criatividade, que engloba artes visuais, produção de conteúdo e diversas outras áreas dentro da cultura.

Já o segundo painel, cujo tema foi "Marketing Cultural: caminhos para investimentos de sucesso", foi mediado por Ângela Gubert (G2 Ufficio Cultura) e teve como painelistas Nonô Joris (Nonô Joris Arteprodutora) e Ralfe Cardoso (Um Cultural). Joris mostrou diversos cases sobre o assunto, como a exposição interativa “Viva Elis!” e o Movimento Hot Spot, ambos realizados com o auxílio da Lei Rouanet. Já Cardoso explicou que o diálogo com empresas, bem como o apoio do governo e da iniciativa privada, é extremamente importante para o desenvolvimento da cultura. De acordo com ele, a relação traz retorno e benefícios para ambos os lados.

O terceiro e último painel da manhã teve como tema "Cultura e Cidadania Corporativa". Com a mediação de Luis Pedro Ferreira (Dana), os painelistas Cida Herok (Cida Cultural) e Tiago Flores (OSPA) debateram e mostraram suas visões sobre o assunto. Para Cida, o investimento dos impostos locais, estaduais e nacionais no desenvolvimento cultura tem contribuído para produzir, no país, um processo artístico forte e até mesmo de exportação. Tiago ressaltou que, para continuar ganhando tais incentivos, os projetos culturais devem ter todos os seus itens alinhados, buscando atrair o interesse das empresas e do público em geral.

Investindo em cultura

Na parte da tarde, o primeiro painel, "Economia da Cultura: mecanismos legais para investir", foi mediado pelo secretário Geral de Governo, Luiz Zaffalon e teve como painelistas o secretário municipal da Fazenda, José Alfredo Parode, e a secretária de cultura de Caxias do Sul, Rubia Frizzo. Parode explicou como as empresas podem contribuir com a cultura municipal a partir das leis. Rubia apresentou o Financiarte de Caxias do Sul que capta recursos da iniciativa privada para a produção artística e chega a recolher R$ 4 milhões, abatidos em ISSQN e IPTU. Segundo Rubia, cerca de 2,5% da renda de Caxias é revertida em cultura.

O segundo painel vespertino apresentou como tema "Lei Federal de Incentivo à Cultura: Investimentos com renúncia de Imposto de Renda" e foi mediado pelo secretário municipal de Planejamento e Programação Orçamentária, David Keller. Como painelistas, estiveram presentes a técnica da Regional do Ministério da Cultura, Clara Zitkoski e a gerente de Comunicação e Responsabilidade Social da Triunfo Concepa, Daniela Cidade.

Clara explicou como as empresas podem participar da Lei Rouanet, onde parte do imposto de renda pode ser abatida em investimentos para atividades culturais. A técnica também explicou como as empresas podem aderir ao Vale Cultura. O cartão disponibiliza R$ 50 reais mensais para que pessoas empregadas em CLT possam utilizar em teatros, cinemas, museus, espetáculos, shows, circos ou mesmo na compra de CDs, DVDs, livros, revistas e jornais.

Daniela apresentou o case da Concepa, que utiliza a Lei Rouanet desde 2007 e já apoiou vários espetáculos. Dentre eles o Rodeio Internacional do Mercosul e o espetáculo “A Paixão de Cristo”, no ano passado. Segundo ela o apoio teve "retorno gratificante, extremamente importante para o grupo".

Após cada painel, os presentes tiveram a oportunidade de contribuir com sua opinião e realizar a troca de ideias com os convidados.

Fonte: gravatai.atende.net

Créditos: CCS/PMG