O quarto trimestre de 2013 promete gerar cerca de 14 mil vagas no comércio varejista do Rio Grande do Sul, porém a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS) aponta que o preenchimento dos postos de trabalho dificilmente chegarão a 11 mil. As vagas, apesar de em sua maioria serem temporárias, podem se tornar efetivas na maioria dos casos.

A razão para o fenômeno é a dificuldade de encontrar profissionais qualificados para preencher os postos de trabalho. A baixa taxa de desemprego no estado colabora para que estas 3 mil vagas se mantenham abertas. A FCDL-RS considera que profissionais que chegam mais qualificados para as vagas temporárias, dificilmente começam o ano seguinte desempregados. Nos últimos anos, a maioria dos empregos inicialmente temporários no comércio se tornou permanente.

“Estou com duas vagas em aberto já faz uns 15 dias. Pela época de final de ano preciso de mais funcionários, mas está mito difícil de achar mão de obra. São vagas temporárias, mas geralmente efetivamos uma pelo menos”, afirmou a proprietária da loja Bethy Calçados, de São Leopoldo, Elisabete da Silveira.

Algumas lojas estão se preparando para abrir postos temporários na metade de novembro, como é o caso da Loja São Diego, de Caxias do Sul. “Pretendemos abrir três vagas em função das festas de final de ano. Normalmente acabamos contratando por definitivo. A maioria dos funcionários da loja vieram de vagas temporárias”, disse a gerente, Ana Paula Duarte.

Em âmbito nacional, o SPC Brasil prevê 233 mil novos postos de trabalho temporário. Cerca de 43% dos empresários devem contratar temporariamente para o fim do ano. A perspectiva é que 14,2% dos empregos temporários gerados neste período em todo o território brasileiro sejam efetivados.

Fonte: FCDL-RS

Créditos destaque: Marcelo Matusiak