Foto: Arquivo Pessoal

A luta por direitos iguais e mais segurança. A luta por oportunidades e pela felicidade, própria e, principalmente, dos filhos e demais familiares. A luta por uma vida plena. Tudo isso faz parte do cotidiano das mulheres. Em consequência, tudo isso faz delas lutadoras, fortes, perseverantes. Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, a Evidência apresenta uma série de matérias com algumas profissionais de Gravataí que, através de suas trajetórias e atuação, mostram o quão grande é a garra da população feminina, que enfrenta desafios diariamente, mas procura não perder a sensibilidade perante os acontecimentos, tampouco se conforma com as injustiças. Apresentamos exemplos de amor pelo próximo, de persistência, de fé e confiança no futuro.

A professora de História Claudia Caetano (48) reconhece como o dia a dia das mulheres é desafiador, porém enfatiza que vitimismo não ajuda em nada. “Ser mulher é matar um leão por dia, superando assédios, violência física e moral, machismo, preconceitos, julgamentos, inseguranças. No entanto não nos cabe o papel de vítimas.” Por experiência própria e pela observação, ela sabe que as mulheres são capazes de vencer os obstáculos, pois são “verdadeiras mestres na arte da resiliência”. Exemplos assim é que a educadora, pós-graduada em Psicopedagogia, se espelha. “Nasci do ventre de uma mulher que abriu mão de sua profissão para cuidar dos filhos. Minha trajetória profissional não foi planejada: o destino me conduziu. Não me arrependo. Admiro muitas mulheres que, com muita garra, força e fé em dias melhores moldaram minha base para os desafios”, conta. Para Claudia, tão importante quanto admitir que as mulheres obtiveram conquistas é entender que a luta continua. “Devemos continuar unidas e lutar por maior reconhecimento e respeito daqueles que ainda não compreenderam qual nossa importância e relevância para a sociedade.”