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A luta por direitos iguais e mais segurança. A luta por oportunidades e pela felicidade, própria e, principalmente, dos filhos e demais familiares. A luta por uma vida plena. Tudo isso faz parte do cotidiano das mulheres. Em consequência, tudo isso faz delas lutadoras, fortes, perseverantes. Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, a Evidência apresenta uma série de matérias com algumas profissionais de Gravataí que, através de suas trajetórias e atuação, mostram o quão grande é a garra da população feminina, que enfrenta desafios diariamente, mas procura não perder a sensibilidade perante os acontecimentos, tampouco se conforma com as injustiças. Apresentamos exemplos de amor pelo próximo, de persistência, de fé e confiança no futuro.

A advogada Mônica Medeiros Vargas (55) teve várias referências femininas em sua formação, mas a mãe, Ines, foi uma das principais. “Ela trabalhou como educadora e sempre foi muito focada em fazer o melhor pelos outros. Trabalhava em dois turnos e por vários anos estudou no 3º turno, fazendo faculdade de História. Sempre dedicava tempo aos filhos, com qualidade, atenção e doçura.” A mulher firme, altiva, que raramente “desce do salto” inspirou a filha a ser assim também e hoje Mônica não tem dúvidas de que as mulheres podem ser amorosas, agregadoras, delicadas e gentis sem perder a firmeza de propósitos e metas ou ainda a disciplina e perseverança. “E o mais importante: sigo aprendendo  a enxergar o outro, a escutar, a colocar-me no lugar do outro. Ou seja, ter empatia.”

A maior alegria da advogada é ser mãe. Sua relação com as filhas, Isadora e Maria Clara, são um permanente aprendizado. Em suas palavras, “uma fonte de completude e continuidade”. Manejar as diferentes situações que a vida apresenta é visto por ela como uma das tarefas mais desafiadoras encaradas não só pelas mulheres, porém por toda a sociedade, que ainda vai lidar com muitas mudanças por causa da pandemia. Neste oito de março, a profissional pensa que é importante, a cada mulher, compreender seu papel. “Sonhe e realize! Viva intensamente! Seja solidária! Faça sua parte focada no bem e na verdade!”, recomenda Mônica, citando uma famosa frase de Côco Chanel: “uma mulher deve ser duas coisas: quem e o que quiser.” Afinal, “sexo frágil não foge à luta”, frisa, em alusão a um trecho da canção Cor de rosa choque, de Rita Lee.