O governo federal anunciou que, a partir de 2015, os alunos que ingressarem no curso de medicina terão de trabalhar dois anos no Sistema Único de Saúde (SUS) para receber o diploma. Com isso, o curso passará de seis para oito anos de duração. A mudança foi publicada nesta terça-feira (09/07) no Diário Oficial, mas pode sofrer alterações pelo Congresso Nacional.

Durante o período acrescido, os estudantes receberão uma remuneração do governo federal e atuarão na área de atenção básica e serviços de urgência do SUS. Os profissionais que os orientarem também terão um complemento salarial.

A medida faz parte do programa Mais Médicos e é válida para faculdades públicas e privadas, além de não excluir a realização do internato – período dos últimos anos do curso em que o estudante realiza estágio em um ou mais hospitais.

Com a mudança nos currículos, a estimativa é a entrada de 20,5 mil médicos na atenção básica. No entanto, segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o aumento só será sentido a partir de 2022, quando os médicos estiverem formados.

Até 2017, a oferta de vagas nos cursos de Medicina terá um aumento superior a 10%. Serão abertas 3.615 nas universidades públicas e, entre as particulares, devem ser criadas 7.832 novas matrículas. Ainda neste ano, 1.452 vagas serão abertas.

De acordo com o ministro, haverá uma descentralização dos cursos, pois serão instalados em mais municípios. Atualmente, 57 cidades oferecem graduações em medicina no país. Com o novo programa, mais 60 passarão a ofertar, totalizando 117 localidades.

Em razão a medida, as universidades particulares não mais apresentarão as propostas para a abertura de cursos de medicina. Agora, a oferta será definida por meio de editais públicos, de acordo com a necessidade do país. 

Fonte: Agência Brasil e G1

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