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Aquele friozinho típico do Rio Grande do Sul traz alguns problemas à saúde de muita gente. No inverno, é comum que muitas pessoas sofram com doenças respiratórias, sendo fundamental manter determinados cuidados diante das baixas temperaturas. Mas não podemos esquecer que os nossos bichinhos de estimação também são afetados pelo clima da estação mais fria do ano. É preciso protegê-los! O médico veterinário Rogério Fernando Estaniecki, diretor da Stanivet, explica que o frio pode prejudicar a saúde dos pets, sobretudo os que possuem alergias, são imunodeprimidos e portadores de doenças crônicas. Os animais cardiopatas e felinos com rinotraqueítes, por exemplo, integram o grupo dos mais suscetíveis a contraírem doenças associadas ao inverno.

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Conforme Dr. Estaniecki, há uma série de fatores que podem implicar  crises respiratórias nos cães e gatos. A baixa temperatura aliada à umidade, característica do clima no Sul do Brasil, é uma delas. Mas o que fazer? Além de buscar orientação de um veterinário sempre que necessário, são recomendadas algumas medidas preventivas. Proporcionar aos pets um abrigo é essencial. As roupinhas para protegê-los do frio também são bem-vindas, principalmente na hora do passeio, quando o tutor pode recorrer a acessórios como capas, toucas e botinhas, que vão mantê-los quentinhos. Os banhos devem ser evitados nos dias muito frios. Uma opção é o “banho seco”, com utilização de produtos específicos como o gel higienizador e perfume, além das escovações.

O veterinário aponta que a cinomose é uma das doenças mais graves que acomete os cães, tendo grande incidência também no inverno. Provocada por um vírus, transmitido pelo ar, e contagiosa, pode causar sequelas neurológicas e levar o animal à morte. “Nesse caso, a prevenção por meio das vacinas é a melhor alternativa. No entanto, infelizmente, nem todo animal vacinado está 100% protegido”, comenta o proprietário da Stanivet, destacando que existem falhas vacinais e alguns produtos de baixa qualidade no mercado. Cachorros também sofrem bastante, nessa estação, com traqueobronquites, popularmente chamada de tosse canina. Os gatos sentem mais desconforto em baixas temperaturas, por isso é importante que o cantinho deles tenha cobertas e possibilite que fiquem “entocados”. A rinotraqueíte, comum nessa época do ano, faz com que sejam afetados por sintomas parecidos com os da gripe.

Cães e gatos, assim como os humanos, apresentam sinais de que a exposição ao frio afetou a saúde. Tremor, coriza, secreções oculares, tosse e espirros são alguns dos indicativos. Nessas horas, o cuidado com os filhotes devem ser redobrados. Os animais de rua, mais desprotegidos, também requerem atenção. Segundo o veterinário, mais políticas voltadas para esses bichinhos são urgentes. “Há pessoas que dedicam seu tempo para a confecção de casinhas, roupas e feirinhas de adoção, porém elas precisam de apoio da população, principalmente financeiro, para que possam continuar cuidando e promovendo castrações para diminuir o número de animais de rua.”

*Esta é uma das reportagens que a Revista Evidência apresentará na edição de julho.