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Por causa da grande circulação de notícias falsas sobre o novo coronavírus, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul tem reforçado o alerta: o vírus que está causando a atual pandemia (Covid-19) é específico de seres humanos e não há evidências até o momento que os animais domésticos possam ser infectados ou transmitirem a doença.

Conforme o Conselho, os cães podem ser infectados com a espécie CCoV – específica de caninos –, que causa gastroenterite e pode ser prevenida com as vacinas múltiplas V8, V10 e V12 e também a espécie CRoV, que causa infecções respiratórias e não há no mercado vacina eficaz contra este tipo. Já os felinos podem ser acometidos com a espécie FFcoV, que resulta em PIF (Peritonite Infecciosa Felina) e não há comprovação científica da eficácia de vacinas para a doença. Os bovinos, podem adquirir a espécie BCoV, que causa a diarreia neonatal dos terneiros, podendo ser evitada com a vacina Rotavec.

Cuidados com os pets

O Conselho Regional de Medicina Veterinária também destaca que a quarentena afeta os pets. A instituição ressalta que os cães são afetados pela mudança do hábito de passeios diários na rua para se exercitarem. Os gatos também sentem, mas de uma forma diferente, que é a de conviver muito mais tempo com seus tutores. Como cuidar dos bichinhos neste período? Especialistas dão algumas dicas:

– A primeira recomendação é que os cachorros façam saídas curtas apenas para as necessidades fisiológicas, o que é fundamental e deve continuar. A privação de ir à rua aumenta o risco de eventual infecção urinária e pode acarretar em acidentes domésticos;

– Os cuidados necessários para a breve caminhada começam por uma prática que deve se tornar comum em qualquer momento, a de carregar o álcool em gel. Afinal, a finalidade de reduzir o tempo na rua é justamente evitar aglomerações e manter o distanciamento social para preservar a saúde do tutor;

– A limpeza das patinhas pode ser feita a cada retorno para casa, como forma de prevenção, com o uso de água e sabão. Caso a opção seja o álcool em gel, a atenção precisa ser redobrada. O produto não pode ter perfume e só se deve soltar o animal depois que ele estiver seco, pois ele pode lamber a região e causar outros problemas;

– O tutor também deve fazer o mesmo quando voltar para a residência, lavando as mãos com água e sabão logo após higienizar o pet.