Secretária da Saúde, Arita Bergman, e o governador Eduardo Leite, apresentaram dados sobre a pandemia. Foto: Gustavo Mansur

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde, na quarta-feira (22/4), indicam que dos 45.757 casos diagnosticados no Brasil até o momento, 25.318 pessoas são consideradas recuperadas. Conforme o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde, 639 pacientes já se recuperaram no Rio Grande do Sul. O número corresponde a 69,23% entre os casos confirmados no estado (total de 923 casos). Gravataí teve, até a data, 16 casos confirmados.

Distanciamento social controlado

O Governo do Estado apresentou, na terça-feira (21/4), um modelo do distanciamento social controlado, que deve ser adotado no Rio Grande do Sul a partir de maio. “O vírus não está indo embora, não está passando. Está entre nós, circulará ao longo dos próximos períodos, e vamos conviver com isso. Para isso, precisamos do apoio da sociedade para evitarmos esse volume de contágio para além da nossa capacidade hospitalar. Tudo o que fizemos até agora foi priorizando a vida, e tudo o que faremos de agora em diante será priorizando a vida”, reforçou o governador Eduardo Leite durante a apresentação.

O distanciamento social controlado se baseia em níveis de restrição, que serão aplicados conforme a região do Estado e o setor econômico. Isso se justifica porque, no entendimento do Executivo, as regiões do Estado apresentam diferentes velocidades de transmissão e contam com estruturas diferenciadas de atendimento. Sendo assim, o nível de distanciamento será controlado pela capacidade de resposta de saúde e pelo comportamento da pandemia no território. Divididas em níveis de risco – baixo, médio/baixo, médio e alto –, a capacidade de resposta será constantemente monitorada, podendo ser alterada conforme a evolução de casos. O distanciamento controlado será adotado com restrições estabelecidas de maneira específica para cada setor econômico, levando em consideração os riscos de transmissão impostos pela atividade e a importância econômica de cada um. Os setores serão divididos em seis grupos – varejo (vestuário, informática etc.), construção, indústria/agricultura, eventos, serviços essenciais e educação.

Fonte: Governo do Estado