Dentre os vários fatores que agridem o meio ambiente, a emissão de gases poluentes é um dos mais comentados. Pensando nisso, a busca por combustíveis mais sustentáveis chegou à aviação. Os gases-estufa do setor aéreo correspondem a 2% das emissões globais, levando empresas de aviação, fabricantes de aviões e centros de pesquisas a uma corrida tecnológica para desenvolver biocombustíveis que possam substituir, ao menos em parte, o querosene derivado do petróleo.

No Brasil, a expectativa é de que em cinco anos os primeiros biocombustíveis para aviação estejam prontos para serem produzidos e, em uma década, serão uma alternativa viável para o abastecimento de aviões.

A fabricante de aviões Embraer faz parte de uma aliança para testar os biocombustíveis em suas aeronaves, com a companhia aérea Azul, a fabricante de equipamentos GE e a Amyris, empresa de biotecnologia. O primeiro voo teste deve ocorrer no primeiro semestre de 2012.

A TAM realizou, em novembro passado, o primeiro voo experimental com biocombustível de pinhão-manso, oleaginosa também usada na produção de biodiesel. O avião, um Airbus A320, com capacidade para 174 passageiros, decolou com 2 comandantes e outras 18 pessoas, entre técnicos e executivos da empresa. Saiu do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, e sobrevoou o Atlântico por 45 minutos.

Fonte: G1