As cinzas do vulcão chileno Puyehue voltaram ao Rio Grande do Sul, na madrugada desta sexta-feira (11/11), e mais uma vez provocam problemas no tráfego aéreo na Argentina. A fraca mancha rosa que aparece na imagem do satélite Meteosat (ao lado) indica a localização da nuvem de cinzas, atingindo a Argentina, o Uruguai e o oeste do RS, com baixa concentração. O tom é bastante diferente de episódios anteriores do fenômeno, quando a mancha se sobressaía bem mais avermelhada.

Hoje, apenas o aeroporto de Rosário, na Argentina, registrava presença de cinzas vulcânicas até as 9h30min, o que já ocorria desde as 10h de ontem. O aeroporto de Salto, no Uruguai, que chegou a registrar cinzas entre 17h e 19h de ontem, voltou a funcionar às 8h desta sexta-feira já sem reporte do fenômeno.

No Brasil, nenhum aeroporto havia registrado cinzas vulcânicas até as 9h30min. “De qualquer forma, isto não significa que não há nada sobre o Rio Grande do Sul. A previsão argentina, que acertou a última chegada das cinzas ao Rio Grande do Sul, indica que a nuvem já está sobre o oeste e sul do Estado e que avançará por todo o território gaúcho até o fim do dia”, explica o meteorologista Celso Oliveira.

Segundo ele, a nuvem de cinzas que avança agora sobre o Rio Grande do Sul é menos densa que em episódios anteriores, e por isso não chega a ser identificada pelos sistemas.

Até as 9h30min os voos no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, transcorriam normalmente. Apenas um, o número 647 da empresa Pluna, que partiria para Montevidéu às 7h25min havia sido cancelado, mas a empresa não confirmou se o fato tem relação com as cinzas vulcânicas.

Fonte: Zero Hora

Créditos Destaque: Meteosat, Divulgação