O índice de analfabetismo teve queda de um terço no Rio Grande do Sul na última década. Segundo o Censo 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 383.277 gaúchos com mais de 15 anos não sabem ler e escrever. No ano 2000, 6,7% da população do estado era analfabeta. Dez anos depois, este índice foi reduzido para 4,5%.

Dentro deste percentual, os idosos seguem como a faixa etária mais atingida por esta condição — 13,5% das pessoas com mais de 60 anos é analfabeta no RS. Ainda assim, a taxa gaúcha é menor do que a brasileira, que tem 9,6% de analfabetos.

O maior percentual do estado é encontrado no município de Lagoão, no Vale do Rio Pardo. Lá, o analfabetismo atinge 20,1% dos habitantes da cidade. Este índice é alto, se comparado às duas cidades gaúchas com a menor taxa de analfabetismo. Morro Reuter, no Vale do Sinos, e Feliz, no Vale do Caí, estão perto de erradicar o problema, com apenas 1% da população que não sabe ler e escrever.

As disparidades também envolvem diferenças de sexo e raça. A taxa de analfabetismo entre brancos, por exemplo, fica em 3,8% da população com 15 ou mais anos, enquanto alcança 8,6% entre os pardos e 16,7% entre os indígenas.

Fonte: Zero Hora

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