Doze capitais brasileiras registraram manifestações populares nesta segunda-feira (17/6) e não há previsão para o fim do levante, que segue esta semana. Os três atos mais expressivos até agora localizaram-se em Brasília, no Rio de Janeiro e em São Paulo, sendo o maior deles ocorrido na capital fluminense. Ontem, os protestos prosseguiram no país, e a cidade de São Paulo registrou o mais significativo deles

O primeiro fruto resultante das manifestações em massa foi o anúncio da redução da passagem do transporte público em pelo menos sete cidades, feito obtido através da isenção de tributos. O prefeito de Porto Alegre, José Fortunatti, em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (18/6), garantiu a redução da passagem de ônibus na capital em cinco centavos. Fortunatti afirmou, no entanto, que o objetivo é reduzir ainda mais o valor, passando dos atuais R$2,85 para R$2,73.

Os protestos liderados por estudantes, que originaram-se na insatisfação pelo aumento da passagem do transporte público, ganharam força e, diferentemente do que imaginaria o senso comum, contam também com o apoio de pessoas das classes mais favorecidas da sociedade. A população brasileira está cansada e contra o atual estado das coisas, onde é obrigada a pagar os maiores impostos do planeta – num país que é, por natureza, um dos mais ricos do mundo – e receber em troca insegurança e péssimo atendimento em saúde, transporte e educação. As manifestações foram um claro recado à classe política no todo, independentemente de cores partidárias ou esferas de poder.

A Aldeia também fará a sua parte: de acordo com a página Acorda Gravataí, criada na rede social Facebook, uma manifestação está programada para este sábado (22/6), às 16h. O ponto de encontro  será a Praça Borges de Medeiros, em frente à prefeitura. 

Fonte: zh.com

Créditos destaque: Arte Revista Evidência/Lisiane Elyseu Machado (parafraseando Federico Devito)