Foto: Daniela Dimer

Estamos vivendo uma época complicada para os filhos, e também para os pais. Houve uma mudança muito significativa na leitura da infância nos últimos anos. Muitas questões do processo de educar, antes vistas como aceitáveis, tais como “dar palmadas”, atualmente, não são mais toleráveis na nossa cultura.

E se não pode dar palmada, como dar limites? Escuto essa pergunta quase que diariamente. Ouvimos, do vizinho, da cunhada, da mãe do amigo do filho, dos “especialistas” da internet, muitas opiniões controversas sobre esse processo de educar. E como amamos nossos filhos e queremos fazer “tudo certo”, ficamos inseguros, desencorajados, achando que não somos capazes de ser bons pais.

Mas somos capazes, sim! Ninguém melhor do que uma mãe e um pai para saber o que é melhor para seu filho se estiver conectada a ele!

Porém é preciso entender que, para educar bem um filho, não adianta pensarmos apenas com a razão, e focarmos somente nas habilidades intelectuais da criança. Para preparar seu filho para a vida, para ser desnecessária a tal palmada, para que os limites possam ser impostos de forma não agressiva, é preciso ter um vínculo que só é possível se desenvolvemos uma relação saudável baseada no amor, na validação das emoções das crianças.

Alguns autores chamam os pais de “preparadores emocionais”, aqueles que não ignoram as emoções dos filhos, ao contrário, aceitam as manifestações de raiva, tristeza, medo. E ainda ensinam estratégias para lidar com essas frustrações da vida, com os altos e baixos que vivenciamos. Alguns pais precisam se atualizar, (re)aprender a educar e preparar os filhos para vida através de uma educação mais pensada, mais planejada, mais organizada.

Pois sabemos que algumas psicopatologias infantis podem ser oriundas desse déficit de mentalização dos pais em compreender internamente os estados da criança e reapresentá-los ou conduzi-los dentro do funcionamento vincular, de forma que esta obtenha um adequado desenvolvimento da sua personalidade.

A empatia, a capacidade de se colocar no lugar do outro, é algo muito importante para os pais desenvolverem. Poder perceber as emoções das crianças, deixá-las confortáveis para expressarem seus sentimentos é muito saudável. Esse é um dos elementos essenciais no processo de educar com amor.

Além disso, é imprescindível que os pais saibam o que esperar da criança, de acordo com a faixa etária dela, com o temperamento dela. Saber o que pode ser cobrado, e o que a criança ainda não tem capacidade de lidar.

Sabemos o quanto é importante colocar limites, ou seja, a criança precisa saber até onde pode ir, considerando e respeitando os limites do outro. Mas os pais também precisam estar dispostos a aprender com as crianças e confiar nelas. Ficar o tempo todo preocupado com o bem-estar dos filhos, deixa os pais exaustos e coloca uma sobrecarga nos filhos também, que pode até sufocá-los.

Os filhos ficam bem quando os pais estão bem! Por isso, os pais precisam cuidar-se também. Ter momentos para si, para o casal. É preciso um equilíbrio que proporcione saúde mental!

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