Família mora em Portugal, mas pretende vir para Gravataí em breve. Foto: Arquivo Pessoal

Neste domingo (22/11), encerramos o Especial 35 anos – Pelo Mundo, que em alusão ao aniversário da Evidência trouxe histórias de gravataienses que residem fora do estado ou país, mas que participaram de nossas publicações de 1985 para cá. Mesmo deixando a Aldeia, muitos preservam o carinho pela cidade. É o caso de Angela Pinheiro Message (35) e Marcos Rogério Preissler (42), que há cerca de um ano e meio, se mudaram com o filho, Lucas (9), para Figueira da Foz, no distrito de Coimbra, em Portugal.

Foto: Arquivo Pessoal

A família decidiu deixar o Brasil em busca de mais segurança e qualidade de vida. A saudade de Gravataí é grande, no entanto. Por essa razão, eles planejam vir à cidade no ano que vem, reencontrar familiares e amigos. Até lá, eles vão manter o contato pelas redes sociais e telefone. Não abrem mão de acompanhar o que se passa por aqui. E isso inclui conferir algumas edições da Evidência em formato online. “Gostamos muito de ver os amigos que cresceram profissionalmente e estão divulgando seus trabalhos e de encontrar algum conhecido ou rever aqueles que há tempos não tínhamos notícias”, comenta a empresária, que atua no ramo de pet shop. Sentem falta dos encontros nos bares e restaurantes e passeios pelo Centro, onde sempre encontravam pessoas queridas. “Mas estamos muito felizes aqui e desejamos que tudo volte ao normal, em breve, para que possamos visitar e matar a saudade de todos.”

Angela, que já foi capa da Revista Evidência no início do ano 2000, revela que é uma alegria residir num país repleto de tradições e no qual percebe-se a preocupação com valores humanos. “O brasileiro tem urgência disso.” Ela, o esposo e o filho ficaram encantados com a região que escolheram para morar. “Quem chega é gente que só pede para viver ao som dessa quase inacreditável balada portuguesa, nessa terra à beira-mar plantada, onde nada é exagerado e tudo parece conjugar-se como antigamente. É difícil de explicar quão boa é a sensação de existir sem medos, num sítio onde podemos ir e vir, temos uma liberdade quase inocente e há uma ética social em que podemos confiar. Isso, para quem veio do caos, é como uma Coca-Cola bem gelada no deserto. É como nos colocar ao colo e embalar.”