Foto: Reprodução/Fiocruz

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu, na última sexta-feira (12/3), o registro da vacina da Fiocruz/Astrazeneca e do antiviral Rendesivir. Para a vacina foram concedidos dois registros diferentes: um em nome da AstraZeneca, outro da Fiocruz. As duas empresas podem, assim, adotar estratégias diferentes de distribuição e comercialização do produto. Mais conhecido como vacina de Oxford, o imunizante foi registrado na Anvisa com os nomes de “Vacina Covid19 Recombinante Fiocruz” e “Vacina Covid19 Recombinante, no caso da AstraZeneca”. Este é o segundo registro aprovado pela Anvisa. No dia 23 de fevereiro foi aprovada a vacina da Pfizer-BioNTech. Os registros aprovados foram concedidos de forma condicional, mediante a assinatura de um termo de compromisso. Os laboratórios devem continuar os estudos e apresentar os dados complementares sobre o produto ao longo de sua utilização.

Rendesivir

O Rendesivir, um medicamento injetável produzido no formato de pó para diluição, teve o registro concedido para o laboratório Gilead. É o primeiro medicamento com indicação aprovada para o tratamento da Covid-19 no país. A substância impede a replicação do vírus no organismo, diminuindo o processo de infecção. O medicamento não deve ser vendido em farmácias: é indicado para uso hospitalar, onde os pacientes podem ser devidamente monitorados pela equipe médica.

Eventos adversos após uso da vacina

Também na sexta-feira, a Anvisa comunicou que está acompanhando e buscando informações junto às autoridades internacionais sobre possíveis eventos adversos relacionados ao uso da vacina de Oxford. Após relatos na Europa de suspeitas de casos de reações após a administração da vacina contra a Covid-19 produzida pela AstraZeneca, um processo de investigação foi iniciado pelos países do continente. Embora não haja, até o momento, evidências que apontem relação entre o uso da vacina e a ocorrência dos eventos adversos relatados, o uso do lote ABV5300 foi suspenso na Áustria, Estônia, Lituânia, Letônia e Luxemburgo como medida de precaução. A Dinamarca optou pela suspensão temporária do uso do imunizante. O lote que teve o uso suspenso pelas autoridades europeias não veio para o Brasil. Nas bases nacionais que reúnem os eventos ocorridos com vacinas não há registros de embolismo e trombose associados às vacinas contra a Covid-19.

Fonte: Anvisa