Projeto utiliza lixo eletrônico para a criação do aparelho. Foto: Darlan Castro
Foto: Darlan Castro

A falta de aparelhos para suporte ventilatório é uma das dificuldades enfrentadas durante a pandemia de Covid-19. Pensando nisso, um grupo de alunos liderados pelo professor de informática da QI Faculdades e Escolas Técnicas Rodrigo Moreira Barreto inicia o desenvolvimento de um protótipo de respirador. O projeto tem apoio da Associação das Empresas e Profissionais de Tecnologia da Informação do Vale do Gravataí (AGTI), Centro de Pesquisa Joseph Elbling, Cooperativa COOVIR e Hospital Lauro Reus. “Como todos nós somos da área da Tecnologia da Informação (TI), temos uma expertise na área da inovação. Além disso, conhecemos o potencial do lixo eletrônico. Então, resolvemos durante 24 horas nos desafiar a desenvolver um respirador eletrônico de baixo custo, que possa servir de alternativa para comunidades que não tenham condições de comprar equipamentos caros e que possam ser reproduzidos por qualquer pessoa”, salienta Rodrigo.

Alternativa de baixo custo

O professor destaca que, de acordo com projetos semelhantes, os custos giram em torno de $ 400 dólares. Isso, levando em consideração que são produzidos com peças novas. “O potencial do lixo eletrônico é enorme. Nós recebemos toneladas de lixo que podem ser aproveitados todos os dias. Por isso, estimamos que este nosso protótipo fique em torno de $ 100 dólares”, comenta. Construído numa maratona de programação, o respirador de baixo custo oferece regulagens de frequência respiratória e controle volumétrico de oxigênio. Em breve serão disponibilizadas as instruções, lista de materiais e códigos-fonte para qualquer interessado em reproduzir ou melhorar o produto.

*Informações enviadas à reportagem pelo jornalista Giulliano Pacheco.