Foto: Arquivo Pessoal

Um gesto de amor e solidariedade. É assim que muita gente descreve a ação de adotar e proporcionar aos pets um lar com muito carinho e cuidado. Através da seção Melhor Amigo, a Evidência busca estimular a adoção de cães e, com essa finalidade, também iniciamos recentemente uma série de matérias sobre gravataienses que deram uma nova chance a animais resgatados da rua.

Sophia conquistou seu espaço!

Foto: Arquivo Pessoal

A vira-lata Sophia pode até ser um pouco espaçosa, mas seu tamanho não traz problema algum para a tutora, a acadêmica de Psicopedagogia Carina Farias Mattos Fritscher (35). “Ela é grande, quase 20 quilos de pura gostosura”, brinca a gravataiense que a adotou há cerca de quatro anos. Na hora de dormir, é na cama da estudante e do esposo, Cristoferson, que o animal gosta de deitar. Pensa que eles ficam chateados? Que nada! Pelo contrário, a “filha de quatro patas” é tão amorosa que não conseguem resistir ao seu jeitinho meigo. Carinho é tudo o que essa fofa quer! E é tudo o que recebe da família, que cuida de outra cadelinha, a Hanna.

A “labra-lata”, como diz o casal por causa da aparência de Sophia (cruza com labrador), foi adotada após resgate por alguns protetores de animais. “Ficamos chocados com a história e o estado deplorável dela”, recorda Carina. Inicialmente, o cão foi encaminhado a um lar temporário, a casa da mãe da universitária, Zilá. “Só que os dias foram passando e nos apegamos àquela cachorrinha dócil, sofrida e medrosa. Depois de uma semana, comuniquei a Cynthia Barcelos (responsável pelo resgate) que o lar temporário passaria para permanente, que assim que nos mudássemos, ela ficaria comigo e meu esposo.” Assim, a família ganhou, oficialmente, uma nova integrante. “Sophia chegou para multiplicar o amor! É carinhosa, carente, esperta, brincalhona e um grude com a gente. Se adaptou superbem. No começo, tinha sua casinha e cobertas na garagem, mas meu coração dizia que o lugar dela era dentro de casa, junto de nós, assim como a Hanna. Então decidimos fazer um teste e, aos poucos, nos acostumamos a dividir o espaço. Não imaginamos nossa casa sem elas, que trazem alegria, aconchego e amor”, relata a futura psicopedagoga.

Para Carina e Cristoferson, a adoção dos cães foi uma decisão acertada, porém eles alertam que essa escolha exige muita responsabilidade. “Para adotar um animal, é preciso ter certeza de que estás disposto a cuidar, amar e manter o bichinho, querer do fundo do coração. Sendo assim, terás o amor mais puro e leal do mundo”, frisa a gravataiense. “É maravilhoso transformar uma vida! Mas, no final, nós que ganhamos mais, pois o amor deles nos consola, preenche e transforma. Temos tanto a aprender com os pets, basta estar disposto”, completa.

Um belo exemplo de lealdade

É comum ouvirmos que o cachorro é um animal leal, que, muitas vezes, mostra-se um amigo capaz de nos ajudar a enfrentar momentos difíceis. Essa fama é justa. Sabe-se que em muitos casos, um cão é aquela companhia no dia a dia que enche nosso coração de felicidade ao demonstrar como somos importantes para ele. Muitas pessoas relatam que conseguiram evitar ou vencer a depressão graças aos seus pets.

Foto: Arquivo Pessoal

A dona de casa Ana Joaquina Silva Meireles (67) sabe o quanto um bichinho pode trazer alegria para um lar. Foi a adoção do linguicinha Joaquim que transformou sua vida. “Eu queria um cachorro, mas optei por não escolher raça nem cor.” Ela tinha em mente que o primeiro contato com um cão seria decisivo. Ao conhecer o fofinho, não teve dúvida! “Parecia que já nos conhecíamos. Foi amor à primeira vista! (risos) Hoje, ele é como um filho. Só falta falar!”, brinca.

Segundo Ana Joaquina, o cãozinho foi sua força numa fase complicada, na qual a neta Victória, que morava com ela, se mudou. “Acho que se não tivesse o Joaquim teria enlouquecido. Parece que ele sabia que eu estava sofrendo. Quando o vejo dormindo, me pergunto ‘o que seria de mim sem ele?’ Conquistou a todos da minha família”, comenta a esposa de Emídio Soares Meireles.