Letícia e Paulo Cesar com a querida Luna. Foto: Arquivo Pessoal

Há cerca de dois anos e meio, a vira-lata Luna ganhou um novo lar. E não apenas uma casa que lhe proporciona conforto: foi presenteada com uma tutora que a cuida com todo o amor e carinho. A agente de Cultura e Lazer do Sesc Letícia Del Rio Della Giustina (31) a adotou com o intuito de que a cadelinha Mel tivesse uma companhia. E a parceria foi perfeita! As lindinhas se deram muito bem. Depois disso, a família cresceu, com a chegada da cachorrinha Olívia, que a princípio ficaria apenas até aparecer alguém que pudesse adotá-la. “Mas nos apaixonamos por ela e acabamos virando lar definitivo”, diz a uruguaianense que sempre gostou de cães.

Foto: Arquivo Pessoal

A história de Luna é parecida com a de muitos animais, que enfrentaram os desafios de viver na rua, contando com a solidariedade das pessoas para se alimentar. Alguns têm a sorte de encontrar um adotante que não mede esforços para cuidar do seu “filho de quatro patas”. Este foi a caso da vira-lata, que, mesmo vivendo na rua, não perdeu sei jeitinho amável e brincalhão. “Ela é supercarinhosa e carente. Vive pedindo carinho na barriga! Ama brincar com as suas manas, Mel e Olívia, e está sempre ponta para um passeio. É muito doce”, frisa Letícia.

Foi através de uma publicação em rede social que agente de Cultura e Lazer se deparou com o caso de Luna. Foram meses olhando as fotos e tentando convencer o namorado, Paulo Cesar Silva Junior, da ideia de adotar a fofinha. “Ele me pediu fotos dela pra divulgar para os colegas de trabalho, mas ali eu vi que não queria que ela fosse para outra família. Queria que entrasse pra nossa. E então, depois de uns quatro meses, consegui convencê-lo”, recorda. Se a cachorrinha ganhou um lar e muito amor, o casal também teve muitas alegrias com a sua chegada. “Aprendemos muito com ela, que é pura gratidão. Mesmo tendo vivido na rua, ela confia nas pessoas, está sempre feliz, volta dos passeios faceira por chegar em casa. É muito bom poder compartilhar o nosso amor com ela”, afirma a adotante.

Para Letícia, que atualmente reside em Porto Alegre, adotar os cães foi uma escolha extremamente feliz. “A gente tem a sensação de que está ajudando, mas com certeza eles fazem muito mais por nós. É maravilhoso poder dar uma vida boa a um animal. Porém ressalto que adoção é compromisso, tem que pensar no tempo, disponibilidade, despesas e que vai viver muitos anos, então tem que incluí-lo em todos os planos. Vale muito a pena, não consigo imaginar minha vida sem animais.” Adotar os animais mudou a visão de mundo e o comportamento da colaboradora do Sesc, que se tornou vegana.

A história de outra Luna

Evanir e a sua Luna. Foto: Arquivo Pessoal

A faxineira Evanir Muniz da Silva sempre gostou de cachorros. Teve um cão por 15 anos e quando o perdeu a tristeza foi muito grande. As lembranças do amigo de quatro patas não se apagarão, porém ela buscou outro animal para adotar. Assim, Luna entrou em sua vida há cerca de oito anos. Desnecessário dizer que a vira-lata a conquistou! “Ela é supertranquila, carinhosa, sorri sempre que a gente chega perto dela”, comenta, acrescentando que a cadelinha é puro amor. “Só pelo olhar nós duas sabemos o que ela quer. Quando aponto o dedo em direção ao meu quarto, fica tão feliz que olha pra mim, sorri, e vai correndo para baixo da cama, o lugar preferido dela.” A felicidade que Luna trouxe para o lar faz com que Evanir tenha certeza de que a adoção foi um presente para ambas.